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Neuras... e outras causas!

por Luisa (dra) Mello em Fevereiro 12,2009

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MEDITAÇÕES:  Há uma altura da vida em que a consoloção maior é, como diria a outra, pensar que as pessoas de certa idade já não têm idade certa. Estou por aí. Regra geral é coisa que não me dá grandes cuidados. Ao contrário do “drama”, que é habitual nas mulheres, quando da passagem dos trinta para os quarenta - que horror, estou velha!…
Daí para a frente a comparação começa a ser com os “ainda” mais velhos e tenta-se continuar “balzaquiana” enquanto as pernas andarem lestas e os neurónios se mantiverem atinados. Fora aqueles “tenho dias”, depressivos, em que qualquer pormenor nos faz realizar que temos um cemitério inteiro atrás de nós (e à nossa espera…) de familiares e amigos. Ou que já não nos apeteça festejar aniversários porque as velas começam a ficar mais caras que o bolo. Passada a “telha”, mantenho o optimismo, que há caminho pela frente e o mais que tenho a fazer - e faço-o todos os dias - é dar graças a Deus pela saúde e a paz de espírito que me concede. E muitas pela família que tenho à minha volta e é, porventura, um dos maiores incentivos que me levam a respirar.
Considerações de um dia de farta chuva, em que aconteceu na nossa terra um funeral que me impressionou muito.
CAUTELAS E CALDOS DE GALINHA: É no minimo curioso que pelo menos 4,5 em 5 portugueses, ao mesmo tempo que entusiastas da União Europeia, mandem às malvas o legítimo orgulho dos ocidentais usos e costumes e as liberdades que lhes são inerentes quando se trata das bulhas e sarrafuscas islâmicas, altura em que 4 em 5 passam a “árabes”…
O cardeal-patriarca, D. José Policarpo, avisou as moças católicas casadoiras do real perigo de consórcios com muçulmanos. Até disse uma coisa engraçadíssima na boca de tão alta personagem da Igreja: “cuidado com os amores!…” Caiu-lhe tudo em cima.  Como se tivesse dito, por exemplo, cuidado com os homens altos e louros, que são todos nazis! Não é uma questão de religião ou cor de pele! O perigo está nos usos e costumes dos seus governos teocráticos e intolerantes. Só uma amante de desportos muito radicais e mesmo muito fanática, larga a liberdade e a civilização ocidentais por grilhetas a dono e senhor medieval, burkas, e sei lá, obrigatoriedade de lavar os pés à sogra todos os dias… Fora a entronização no “clube de esposas” e o rebaixamento da sua condição de mulher. Haverá mais sensato aviso que este “cuidado com os amores!? Claro que há gostos para tudo e liberdade também. Como dizia Pittigili, um espirituoso escritor italiano do século passado: “Não preciso de conselhos: sei fazer os disparates sozinho, “Não se canse” portanto, senhor D. José! O que mais há são pessoas da mesma opinião.
NAMORICOS: O premente assunto da lei para CASAMENTOS de HOMOSSEXUAIS numa altura de “peste, fome e guerras” é um nítido piscar d’olho à esquerda mais radical. Haja disposição para estes namoricos em altura tal! A não ser como brincadeira para desanuviar do horror que é, quase antes de mais nada, o drama do desemprego, que nos devia abalar a todos até aos mais profundos alicerces cívicos e morais. Do resto quero lá saber! Desde que em vez de casamento se chame antes ajuntamento civil. E, já agora, que não seja obrigatório!…


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