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Gastou um o que não tinha, poupa outro o que não tem

por Luisa Melo em Maio 09,2012

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Há que tempos que esta ideia me andava a martelar as meninges! Nem de propósito, um dia destes, em artigo de jornal, alguém surge com o mesmo tema, assim dito ou de outra maneira. Fiquei contente: livrou-me da incomodidade de me julgar senhora de ideias-fixas, a andar, como os burricos do antigamente, de palas nos olhos e sempre de roda do mesmo poço… Quem gastou e quem anda a poupar, farão vocências a fineza de deduzir. E com esta, cá estou eu como o burrico: contenção nas críticas, gente do PS! Nem todos são merecedores de remorsos, mas haja ao menos sentido de responsabilidade… É deixar as frases de efeito para quem se senta do vosso lado esquerdo, que esses não assinaram nada, são do contra sistemático e, pela representatividade eleitoral que têm, estão como a bruxa da "Branca de Neve" a perguntar aos seus espelhos se haverá alguém mais bonito, mais inteligente e mais prestimoso do que as suas pessoas. Agitem lá a malta, mas cuidado com os estragos no património comum e cuidado, também, com as polícias, que não são usualmente criaturas pacientes…nem é para isso que lhes pagam. E não, não estou a concordar com bastonadas, coronhadas, cacetadas. O meu costumeiro espírito pacifista abana com espectáculos destes, tanto como abana com coktails-molotov ou pedradas nos vidros ou nos agentes de segurança. Pelo contrário, alguns dos cartazes reivindicativos têm imenso humor (alguns!) e há “bocas” deliciosas. Não vale é ofender as mães dos trabalhadores da Segurança, que aí, digo-o pelo que eu própria sentiria, podem sair uma data de “cartões vermelhos” travestidos de variados “ora toma lá!” Isto aqui é precisamente ao contrário, tanto do lado dos descontentes como dos que trabalham a impedir excessos, do que no meu tempo de Academia coimbrã se comentava sobre os lentes (assim se chamava então aos nosso mestres): ”em manada, não são perigosos; cada um, de per-si, são um perigo!” (Em relação aos agentes da autoridade, desculpas já inclusas pela franqueza, quanto a passar multas por estacionar proíbido, são perigosos em qualquer das formas…).
E voltando à vaca fria do “rapa, tira, põe e deixa”, joguinho de dados muito praticado pelas crianças da minha geração, algo me faz lembrar (a despropósito…), a história do rei Édipo. Aquele que, na Antiguidade Clássica, foi abandonado à nascença, quando da previsão de uma pitonisa de que viria a matar o pai. Não há tempo para a narrativa de tão interessante enredo. Seguiu-se que, após peripécias várias, que incluiram, realmente, a morte do pai, sem saber a quem matava, Edipo é proclamado rei… e casa com Jocasta sua mãe, ignorando também da sua ascendência materna. Coisa de arrepiar cabelos e nos pôr em pele de galinha todo o corpo… Quando tudo se descobre,os inevitáveis suícidos. Mais cabelos em pé e pele de galinha… De que recantos  da memória me assomaram ao pensamento horrores semelhantes?!
Estamos, em sentido figurado e trocando as voltas aos laços familiares, a assitir a algo de semelhante: as Finanças estão a matar a Economia, que, se não é sua mãe, deveria ser sua filha. Se isto não é trágico, não sei o que o será!
n LUISA MELLO - 29-4-12


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