header Incio | Pgina inicial | Adicionar aos favoritos |
Pesquisar Jornal   Pesquisa Avanada »
Seces
Arquivo
2 3 4 5 6 Sab Dom
12345
6789101112
13141516171819
20212223242526
2728293031

Notcias no seu Email
Subscrever Newsletter

Votao: Férias
Onde pensa passar férias em 2014?
Portugal
Estrangeiro
Não vou tirar férias
Resultados de votao | Votaes antigas


email Recomendar a um amigo | print Imprimir |

Bowling e sindicatos

por Luisa (dra) Mello em Dezembro 21,2011

image
“Pergunta no ar: quão temporária será a austeridade? Resposta: ninguém sabe. Antes o ponto de interrogação que uma mentira”.
Nuno Rogeiro - “Sábado”

Ia escrever bolas para os… E saiu--me bowling. Sinal que o meu subconsciente ainda funciona bem, graças a Deus. Porque as palavras, tendo embora em conta as diferenças de língua, têm a mesma raíz. Qualquer coisa que rola, rebola, avança lépida, e vai de encontro à devida posição. Conhecem o bowling: há uns mecos que se exibem, direitos e perfilados ao fundo de determinado percurso e há jogadores que, empunhando uma bola pesada, se posicionam a arremessá-la, de modo a abater o maior número dos mecos. Quantos mais, melhor. É o chamado procedimento do meia-bola e força!  A última, greve geral, lembrou-me estes “soit disants” procedimentos. Também se me pôs a questão se a melhor maneira de combater um fogo de dimensões incalculáveis, um acidente arrepiante, é levar pirómanos no lugar dos bombeiros. Quem são os prirómanos e quem são os bombeiros da metáfora, é assunto que entrego ao critério de vossas excelências! A opinião, por mais disparatada que seja, é livre, incluindo a minha!
Há o direito de fazer as greves e há o direito de as não fazer. Aqui, os piquetes das ditas cujas coarctam o segundo exemplo apontado. Se acho meu dever ir trabalhar em dia que as organizações sindicais acham que não devo…, tenho de levar com um grupo de sujeitos ululantes, que querem impedir-me a liberdade de o fazer?! Sermos ameaçados por delito de opinião, ou, pior, de acção, é a maneira mais óbvia de voltar à censura.
Se os sindicatos têm o direito de arregimentar gente para as suas causas, a polícia tem o DEVER de impedir graves tumultos na ordem pública, mormente aqueles que levam à danificação do património que é de nós todos, os que são a favor e os que são contra as motivações que levaram aos confrontos. Ali em frente ao Palácio do S. Bento, vulgo Assembleia da República, havia umas grades para obstar ao fervor revolucionário dos de DIREITO. À sua frente, a polícia cumpra o DEVER de não deixar que tal ferver se não transformasse em danos ao edifício. Uma voz feminina extremamente afervorada gritava mesmo: tenho DIREITO a subir estas escadas! O povo é dono delas e livre de o fazer!- ou qualquer coisa parecida…(chegada aqui, lembro-me sempre daquela, infeliz canção dos meninos à volta da fogueira a aprender como se vive a liberdade e a dizer que as estrelas são do povo… Devem ter aprendido tudo isso à custa das suas vidas, ou dos seus estropeamentos na guerra civil que a nossa exemplaríssima descolonização lhes proporcionou!:). Pois. A senhora manifestante tinha toda a razão. O que estava duvidoso, em tal momento, é o que ela, e os mais que se lhe seguiriam, iam fazer às escadas, às colunatas, às portas do percurso… A polícia cumpriu o DEVER de prever prejuízos patrimoniais. A multidão usou do DIREITO de querer opôr-se à jornada de trabalho daquela espécie de povo que é a polícia. No meio de tudo, um destes trabalhadores foi agredido, até ter de ser deslocado a um qualquer hospital. Os sindicatos declararam que já se haviam retirado e que o agressor até era estrangeiro (pior um pouco!). Isto é: puseram as  castanhas ao lume e deixaram-nas rebentar nas mãos de outrém. Gostava de saber o que estavam a fazer estrangeiros nas manifestações que nos competem. Quem os cá chamou, quem os deixou entrar, quem os acolheu na sua “guerra”. Desconfio que vieram para participar em futuras eventualidades!
Também vi pela televisão, claro! - uns tantos marmanjos que acusavam de ser polícias infiltrados (pelo menos tanto como os estrangeiros) a dar forte e feio num alegado manifestante, indignado, pagante de quotas de sindicato, ou simples passante inocente do bem e do mal. Má, foi a acção. Não sei se o hospital foi também o seu paradeiro, com isso se preocuparam, de certezinha, os mais
compadecidos assistentes.
O que eu ainda não ouvi foi qualquer promotor da manifestações do dia 24, perguntar pelo estado do trabalhador ao serviço da polícia… Nestes deferidas entre escaramuças políticos, há sempre vítimas boas e vítimas más. É como com os ditadores…
Para não abusar do espaço nem da opinião: os sindicatos têm, com os seus apoiantes, todos os direitos a agitar a malta (e a controlá-la, se possível) e, até, a mostrar lá para fora, que os portugueses não são nenhuns chóninhas, nem comem calados… A população, em geral, ou parte dela, melhor dizendo, a achar que “boa guerra faz quem em casa fica em paz” sem que lhes chamem nomes feios, a polícia de exercer o trabalho que lhe compete, o governo, no caso vertente, de não ir à “loja de penhores” exigir o resgate da cautela sem levar o recibo em dia. Têm alguma razão aqueles que proclamam que “mais vale um mau acordo que uma boa demanda”… Isto, salvo opinião contrária,evidentemente!
Ainda a tempo: os pirómanos já chegaram ao futebol!!! E agora?!
n LUISA MELLO 26-11-11




























































































































1130 vezes lido

Gostou deste artigo?

1 2 3 4 5 (total 0 votos)
Os artigos mais lidos
Os artigos mais divulgados