A automotora que, pouco depois das 8 horas da manhã, chega a Águeda, não saiu hoje de Aveiro por falta de... motorista. Um a um, os passageiros foram chegando aos apeadeiros, mas nada de automotora.
“Ninguém avisou nada”, disse um dos muitos estudantes que todos os dias usam a automotora desta hora. A pedir boleia, de sorte, pois tinha aulas às 8,40 horas. Certamente era mais uma greve, há tantas, o que é que havia de fazer?!
Mas não era. Chovia e caía granizo e os estudantes não saiam que fazer. O mais certo era faltar às aulas. E quem se dirigia aos empregos, a mesma coisa: faltar!
Afinal, nada era nada disso de greves: acontecera, tão só, que o motorista da automotora faltara ao serviço. E não tinha substituto. Portanto, a automotora não saiu e... que se lixem os passageiros.
Nem autocarro de substituição, nem aviso ao público, nada! A imperial CP somou aos seus crónicos défices, mais um: o da falta de respeito pelos passageiros. Que são os seus clientes.