Postal da semana: A nossa TAP
O avião estava acostado no local de embarque, pronto a receber os passageiros. Estes estavam já, todos, a aguardar a ordem de embarque. Chegados à hora de partir, um dos passageiros perguntou: ‘Está atrasado o voo?’ A resposta procurou tranquilizar: ‘Já falta pouco; estamos só à espera do serviço de catering (alimentação) e começam a entrar’. Os olhares dos passageiros concentraram-se no aparelho. Vários minutos depois, as viaturas com o serviço de catering encostaram ao avião. Os minutos pareciam longos, a observar a passagem para o avião dos ‘comes e bebes’. Com cerca de uma hora de atraso, o avião partiu. Para uma viagem que ia durar cerca de onze horas, parecia aceitável. Contudo, chegados ao destino com esse atraso, não foi possível apanhar um outro voo, que nos levaria ao destino final. Já noite, tivemos que esperar pelo novo voo e, previsivelmente, fizemos escala num outro aeroporto, até chegarmos ao destino. Mais de meia dúzia de horas a mais, numa viagem já à partida muito longa e custos extras para a companhia. Tendo sido o primeiro voo do dia, que partiu de manhã cedo, a questão é pertinente: o serviço de catering não devia ter chegado a tempo e horas?! O mais certo é que nada aconteça aos responsáveis pelo atraso daquele serviço. E a cena vai-se repetindo e será sempre considerada normal. Sem o cuidado de ter respeito pelos clientes, pelos direitos dos passageiros e pelos prejuízos que lhes causam. Uma impunidade, um ‘deixa andar’, que não se compreende, num país que não tem já outra solução que a competência, o trabalho, a responsabilidade e a qualidade do serviço que presta ou produz. Ainda mais preocupante, porque estamos a falar da TAP, uma companhia que também vive dos nossos impostos!
1592 vezes lido
|