A reclamação
Aeroporto de Londres, em dia de muito movimento, na hora de passagem pelos serviços de segurança. Convidaram a minha companhia, feminina, a tirar os sapatos. Solicitei as “meias” de plástico, habituais nestes casos. Não tinham. Por causa da redução nos custos. Naquela passadeira passava todo o género de sapatos e de pessoas. O chefe de segurança concordou que não era muito agradável, mas não podia fazer nada. Arranjou uma solução, com umas improvisadas “meias” de plástico. Boa atitude. Fez mais: Convidou-me a reclamar! O que fiz. Pensei para mim: “Estou a gastar tempo, inutilmente”. Mas, por simpatia, fiz a reclamação. Dias depois passei exactamente no mesmo local. Não faltavam “meias” de plástico! Fantástico! Mas não se ficou por aqui a rápida resposta dos serviços do aeroporto à minha reclamação: Recebo por mail uma extensa resposta. Desculpas, é certo, mas todas elas no sentido de me deixar tranquilo. Mas o que é de realçar é a celeridade e a preocupação na resposta. Não estamos nada habituados a isto! Diz a “Deco” que reclamamos pouco, que a culpa também é nossa. É verdade. Mas talvez se reclame pouco, porque não temos resultado visível com as poucas reclamações que fazemos. Ainda temos muito para andar para chegar aos níveis dum país como o de Sua Alteza a Rainha de Inglaterra! n EC
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