Águeda: Greve dos maquinistas da CP deixa os passageiros em… terra
A greve dos ferroviários está a deixar os utentes do Vale do Vouga com os cabelos em pé e sem... transporte. Há dias, na estação de Aveiro, uma centena de pessoas de Águeda ficou em terra, depois de já estar na automotora das 18,51 horas. E com esta pronta a arrancar. O maquinista estava de greve.
“O maquinista pôs a composição a trabalhar, saiu, esperámos, não voltou e apareceu um revisor a dizer que, afinal, já não havia comboio”, queixou-se Cláudia Correia, utente diária do Vale do Vouga, entre Águeda e Aveiro. O único meio de transporte público entre as duas cidades é o comboio. Cláudia Correia há mais de 10 anos que é utente e lembra que “nunca existiu outro meio de transporte, a não ser aquando das obras na linha e a CP colocou autocarros de substituição”. “É inadmissível que, entre duas cidades distantes escassos 25 quilómetros. Não exista um meio de transporte alternativo ao comboio”, disse Cláudia Correia, frisando “ser também inadmissível que no Vale do Vouga esteja no estado em que está, em que os comboios passam a vida a avariar e demoram 45 minutos a fazer um trajecto de 25 kms.”. Estamos a falar de uma linha que serve uma grande população da cidade e freguesias de Águeda, que trabalha em Aveiro, ou vice-versa, e que faz o transporte dos estudantes de localidades à volta. VER EDIÇÃO SP IMPRESSA
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