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Recreio promete pontapé na crise

por Nelson Leal em Dezembro 31,2008

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O ano que agora finda, ainda há-de deixar saudades, face ao que se adivinha para 2009. Por isso, meus amigos, adianto-vos duas soluções para combater a crise que aí vem, a qual, prevêem os meteorologistas da economia, fará parecer o furacão Katrina, que arrasou New Orleans há uns dois anos ou o tsunami, que, há uns três ou quatro anos atrás, destruiu meio Extremo Oriente, uma incómoda nortada em tempo de praia. As soluções seriam as seguintes: Ou conseguem um bilhete de ida, sem regresso, no próximo vai-vem espacial, para a Estação Orbital Internacional, a aguardar vez, para uma passagem para Marte, ou desligam a ficha do mundo e entram noutra. Tipo charro, entendem? Como o futebol caseiro, por exemplo…
E refiro o futebol caseiro, porque está aqui mesmo à mão de semear, não se perde na loucura dos milhões, os jogadores que por aqui andam, nos nossos clubes da terra, na sua maioria, são cá do burgo e, por este andar, com a crise que vai pelos escalões superiores, será um escalão que ainda irá dar que falar. Irá dar que falar, explico-me, porque, com referida crise, crescerá a mediocracia futebolística, com um forte nivelamento por baixo, alguns dos grandes clubes tenderão a implodir, outros, dos médios, tenderão a explodir, os pequenos a desaparecer e os mercenários da bola, que têm sufocado o nosso pessoal, sem mercado, voltarão às origens. Virão, então, outros tempos, os Tempos dos Pequeninos!
De que vale a paixão que nos mata ao poucos, em cada domingo que passa, pelo Porto, Benfica ou Sporting, se, de há muito, estes clubes mais não representam que grandes interesses financeiros, requintadas imagens de marca, que, à custa desta nossa irracionalidade, vão enchendo os bolsos de uns tantos?

Até onde irá o Recreio?

É com este pano de fundo, em tons de violeta, cor de velório para a aristocracia do mundo da bola, que acredito no renascimento do Recreio de Águeda. Depois de um amargo purgatório pelas distritais, a curar mazelas antigas, a combater vírus passados, com antibióticos caseiros e a emagrecer o clube, com dietas rigorosas, eis que o clube ressurge das cinzas, a prometer coisas lindas, para o futuro. Nem começou bem, este Recreio, as suas andanças debutantes pela ribalta dos nacionais. Nervoso, a titubear de adrenalina, deixou-se ficar para trás, empalidecido nos resultados e envergonhado nas exibições, mas, passadas as primeiras jornadas, sob a astuta batuta do José Eduardo, soube reunir forças, ganhar ânimo e, na parte final deste ano, já surge bem cá em cima, a espreitar os da frente, com ganas de ganhador. Numa terra tão industrial, com tanta “sponsorização” a garantir milhões aos grandes e a encher os painéis publicitários dos relvados nacionais da primeira liga, com marcas aguedenses, é de esperar que esta onda positiva, traga, finalmente, alguns tostões dessas marcas, para os necessitados cofres do clube.

Valonguense, a banhos…

Trajectória inversa, tem sido a do Valonguense. Clube pequeno, de terra pequena, depois de muitas lutas, conseguiu dobrar o Rubicão, e entrar em territórios de outros Césares. Das tripas, fez coração, acreditou, endividou-se, aguentou, mas aquilo eram teclas a mais para tão pouco piano e a desafinação acabou por acontecer, com um desconcerto geral. Estes voos de Ícaro são sempre perigosos, é cera a mais e plumas a menos e o calor das fornalhas competitivas acaba por fazer o resto. Acabou, naturalmente, por voltar às distritais, por onde se vai quedando, sem grande glória, ainda a lamber feridas recentes. Resta-lhe o galardão da subida, que ficará para a história e, procurando calcorrear os velhos caminhos de terra batida, por onde se fez gente, voltar a encontrar novos rumos, mais sustentados, que o conduzam mais além.

O futuro

Não antevejo bons tempos, no dobrar da esquina de mais um ano que passa. Penso mesmo, que o Cabo das Tormentas ainda está para vir, talvez lá mais para o meio do ano, com toda a parafernália de tristezas que costumam acompanhar este tipo de recessões (e esta tem um carácter singular e, por isso, bem mais perigosa), como o desemprego, a instabilidade social e a angustia quanto ao futuro. Mesmo assim, atrevo-me a desejar a todos Boas Festas e um Ano Novo com as venturas possíveis.
Bom Ano Desportivo
n Nelson Leal
nelsonmnleal@gmail.com


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