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Clube de Venda Nova: Lugar idílico, inspirador e muito relaxante

por Redacção Soberania em Novembro 12,2008

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Estavam as palmeiras da Avenida frondosas, pujantes, quando começaram a arrancá-las
impiedosamente.
“Quando se fala na plantação de árvores que são o pulmão indispensável, em vez de as plantar, arrancam-nas” disse, desgostoso, o Joaquim Sem Vento, de Agadão.
“Não se sinta incomodado”, disse a Arquitecta Mar e Lenha - porque não se trata de
desflorestação, mas de transmudação arbórea, isto é, a deslocação ou emigração de árvores, ou
arborescentes, de uma localidade para outra, com o doloroso arrancamento das raízes”.
 E começou a chorar.
“Mas para onde é que elas vão?”.
“Algumas vão para a beira do rio, lugar idílico, inspirador, relaxante. Outras, mais infelizes, coitadas... vão para o barulho da pista de motocross”.
“Mas replantar palmeiras no meio dos pinhais, só se for para estabelecer o contraste entre uma
planta tropical, nobre e altiva, e um humilde pinheiro bravo e torto e ainda por cima a sofrer de
anemátodo, doença incurável e incapacitante”,  comentou, com solenidade, o Sem Vento.
“Não, não é... – respondeu a Mar e Lenha – criamos lá um mini-jardim botânico. Já temos mato,
silvas, carqueija e várias plantas da família das rosáceas, spartium junteum, mais conhecida por
giesta, carvalhos, quercus rasteiros, etc...”.
“Se é assim, estou contente porque tenho vivido para as árvores sem nada exigir delas, só quero o rendimento dos pinheiros e dos eucaliptos”, responde, de sorriso aberto, o Sem Vento.

***
Foi aprovado o estudo de impacto ambiental e o trajecto da futura auto-estrada IC2 e começou a
pensar-se nas expropriações e das curvas que ela tem que dar para passar entre as casas e para se
desviar das fábricas da Mourisca e de Aguada de Baixo.
Ao que se vê as faixas da nova via vão passar ao lado de habitações ou mesmo por cima delas.
“Já vi o projecto e estou incomodado...”, vociferou o Nelson Soimpas. “A estrada vai-me passar em cima da casa, num viaduto. Não vou conseguir dormir, tenho medo que se abra um buraco no piso e me caia um camião em cima, como aconteceu no Casaínho, tenho que ser compensado”.
“Pois é ...– disse o Gil Pedalais – mas para desviarmos a estrada , só para não passar por cima da sua casa, íamos passar por cima de outras...”.
“O melhor era fazerem um túnel que entrasse na Mourisca e saísse na Malaposta ... Se calhar é
muito caro”, disse o Soimpas. “Mas se persistirem nessa ideia, ao menos têm que me arranjar um elevador para levantar o carro para eu entrar na auto-estrada e não pagar portagem!”, acrescentou.
O Brás dos Kiwis estava atento e logo compôs o poema que se segue e que vai fazer parte do
seu livro, que já está no prelo:

Vai passar a auto-estrada
Num viaduto imponente
E quem vai ficar contente
Com tal obra de fachada
É o Nelson da Soimpas
      Que sem ter que pagar nada
Vai ter um elevador
Que o seu carro vai pôr
A andar na auto-estrada
Que faça boa-viagem...
Que é à borla a portagem!

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