8542
Quatro das cinco empresas nacionais que vão “discutir” o título de melhores do ano, do sector do mobiliário, são de investidores industriais de Águeda: Haworth, Raal, Guialmi e Metalúrgica do Levira. Águeda é assim, imprevista e vencedora, quando menos de espera. E, no caso concreto, nem é de não esperar, pois são empresas de vanguarda, que aplicam tecnologias de ponta e meios da mais alta modernidade competitiva. Assim fosse a Águeda no seu todo. 1 - Águeda que, entre os seus desalentos e esperanças, continua, por vezes, a demitir-se do seu futuro. O executivo camarário vai entrar no seu último ano de mandato, em almofadas de permanente agitação noticiosa, mas não vemos que, politicamente, seja questionado nas suas fragilidades. Que as tem. 2 - Quando o povo da serra se une em assinaturas para baixar à cidade a exigir a água que não tem, isso é resposta mal-amada à Águeda menor que não queremos, mas somos. Quando limpar valetas e demolir arcaicas cabines eléctricas é momento e razão de regozijo autárquico e notícia de jornal, concluiremos que vamos menos bem de desenvolvimento sustentado. Quando as redes de água e os serviços públicos de limpeza não funcionam e lesam os munícipes, não podemos atirar foguetes ao ar, só porque hoje está um magnífico dia de sol. 3 - As escolas de Valongo do Vouga ganharam a bandeira verde. É bom! E é bonito! É bonito saber que as nossas crianças e adolescentes se cultivam e crescem com responsabilidades ambientais, para que o futuro seja melhor. - CV
2346 vezes lido
|