SP Nº. 8719
Os dois principais partidos de Águeda travam-se de razões sobre a coisa pública. Não é novidade, nem surpresa. PS e PSD são actores principais da política local, a política que nos fez chegar onde estamos, e têm o direito, e o dever, de abrir a porta das suas ideias e mostrá-las ao povo. 1 - Direito, também, de questionar quem dirige, quem administra, quem faz opções e define estratégias que têm a ver com o futuro mais próximo do povo contribuinte e cidadão menor. Porque menor é, não o querendo ser, quem a classe política menos respeita, menos serve e a quem menos torna fiável a sua palavra e promessa. 3 - Os jogos florais que PSD e PS alimentam em Águeda, desde há anos e das suas tribunícias oratórias, não tem levado Águeda a lado nenhum. O algures do futuro, que todos queremos bem melhor, não se sabe bem onde está. E se existe. As guerrilhas de palavras, todos sabemos, não ganham "guerras" e o desenvolvimento não se projecta, não se define e não é agente transformador, só porque, de quando em vez, a classe política se tira das suas tamanquinhas para atirar pedras ao parceiro. 4 - Serém de Baixo. Mesmo à beira da nossa soleira, um homem escravizou a mulher a quem prometeu amor, felicidade e protecção. Amarrou-a 44 anos ao peso e ao drama da dor - que se fez surda e muda, sem que ninguém nela reparasse. É também nestas coisas que a sociedade falha. E falece na sua afirmação solidária, deixando-se entediar com pequenas politiquices.
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