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A Câmara Municipal de Águeda continua a sua aposta urbanística na cidade - em detrimento das 19 freguesias rurais. Que também a elegeram e são seus fregueses de iguais direitos. 1 - Sábado à tarde, dei comigo numa paisagem nova, árida, sem verdes mas com uma rotunda enorme, na saída da ponte velha - à Praça da República, junto ao rio. Parei e dei comigo a dar razão a quem, pensando eu que por sarcasmo, ao espaço tinha chamado uma... eira. E interroguei-me: onde irá parar a água que, em dia de chuva mais farta, galgará a Ferraz de Macedo, por ali abaixo? Vamos esperar para ver como fica o espaço: a eira será?, ou um mar de água a entrar pelas casas adentro? Nada sei destas coisas - é verdade - e, embora interrogado, segui à minha vida. 2 - Obras no Hospital. Ampliação e requalificação dos Serviços de Urgência. Contrato assinado e segura certeza de melhores serviços. O Hospital Conde Sucena, andem lá por onde andarem e digam lá o que disserem, será sempre a maior riqueza do concelho de Águeda. Por favor, nunca o deixem fechar. 3 - Os CTT decidiram, está decidido: a Estação de Arrancada do Vouga vai fechar portas. Não demorará dois meses. O que eu não entendo é como as chamadas empresas públicas, abonadas com o dinheiro do Estado (logo, principalmente subsidiadas pelos dos nossos impostos) estão, cada vez mais, a pôr mais distantes do povo os seus serviços... públicos. Aceitou a Junta de Freguesia de Valongo do Vouga o encargo de substituir os CTT. E irá fazê-lo! Mas até quando, e com que meios?, terá o Poder Local de continuar a assumir responsabilidades que cabem ao Estado e às empresas públicas? n CV
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