A Repetição da história
Está em curso no nordeste asiático, mais concretamente no Afeganistão e no Paquistão o mais acabado exemplo daquilo que bem se pode chamar e considerar a repetição da História. Na realidade, o que acontece naquelas, para nós longínquas paragens, é bem pouco menos, se não chegar a ser bastante mais, do que a derrocada das forças armadas que integram a chamada “coligação” cuja missão parece ser o combate ao terrorismo e a destruição dos Talibans. Mas exactamente como tempos atrás, está a acontecer o mesmo que ocorreu quando os exércitos ocidentais, considerados como os melhores do mundo, sobretudo em termos tecnológicos, acabaram por ganhar quase todas as batalhas até perderem a guerra. É realmente extraordinário como aqueles que deveriam tomar como exemplo os erros pelos outros anteriormente cometidos, repetem como imbecis as mesmas faltas evidenciando que a inteligência, a preparação e a hi-tech se deixam dominar por hordas de soldadescos mais ou menos toscos capazes de levarem de vencida aqueles que pretendem preservar o que desde há séculos lhes pertence e se estão borrifando para os arremedos de democracia que outros lhes pretendem impor. Está visto e mais que visto, sofrido e mais que sofrido, que nem o ser-se mais é suficiente para se ser melhor nem o ser-se melhor pode por vezes dar a ideia de que se é pior. Seja porém como for a catástrofe no Afeganistão será inevitável. Como dois mais dois são quatro ou—quem sabe ?—como podem por vezes ser seis…
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