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REFLECTINDO E CONSTATANDO

por Luisa (dra) Mello em Maio 02,2008

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Bento XVI foi de visita aos Estados Unidos. Muito bem recebido, não deixou, no entanto, de proferir nas suas homilias e discursos algumas palavras incómodas ao poder político instalado.
Não pediu perdão pelos inúmeros casos de pedofilia de padres católicos - e o silêncio cúmplice de alguns dos seus bispos - que tanto envergonharam e enxovalharam a Igreja em tempos bem próximos, mas verberou-os severamente e garantiu, pareceu-me, excomunhão aos pastores viciosos de ovelhas inocentes. Para mim bastou, que esta “moda” do perdão póstumo inaugurada pelo Papa antecedente, sempre me pareceu um tanto exagerada e à maneira da fábula do lobo e do cordeiro - “não foste tu, foi o teu pai…”! - ou, (perdõe-me a minha Igreja Católica, Apostólica, Romana) do “pecado original” cometido pelos nossos primeiros antepassados (para quem crê na teoria do criacionismo e eu creio, mas misturo-lhe o evolucionismo, que não acho contraditório e apenas fruto das naturais adapatções ao meio ambiente, às suas mudanças e à centelha de  inteligência posta pelo Criador nos animais racionais…).
Nunca gostei que o justo pagasse pelo pecador, nem me parece que esse possa ter sido um preceito de Cristo. Reconhecer e verberar erros cometidos por familiares antepassados, sim! Demonstra nobreza de carácter. Tomá-los como nossos e desatar a pedir perdão por quem, no outro mundo, já prestou  contas, parece-me excessivo. Por isso não acho “escandoloso” que Bento XVI não tenha pedido perdão pelas ovelhas tresmalhadas do seu rebanho.
Este Papa, não tendo a empatia nem aquele aspecto de bondade intrínseca de João Paulo II, é sobretudo, um grande teólogo. E, sem querer fazer qualquer “boutade” com o léxico, direi mais que o Papa não tem papas na língua. Já tem causado com isso alguns embaraços mas sabe do que fala e fala com  frontalidade. Gosto de gente assim. Embora tenha tido por João Paulo II uma enorme ternura, estou de pleno acordo com o que o seu sucessor diz sobre o relativismo ético que lavra nos tempos que correm: o cardápio da Ética está a ser escolhido pelos humanos consoante o gosto pessoal e a tolerância e consciência estomacal de cada um. Passou-se dos males do maniqueísmo - o que é bom, é bom; o que é mau é mau!— para a escolha aleatória e pessoal desses dois factores. Também a mim não me parece aceitável e muito menos desejável. Há sempre os meios termos, que são os mais sensatos e mais conciliatoriamente abrangantes.
Voltando ainda à visita do Papa à Norte-América, mas voltando, sobretudo, às desassombras palavras suas na Assembleia Geral da ONU e logo as liguei a um caso aberrante da nossa portuguesa actualidade,   diria como sua santidade que a “legalidade muitas vezes prevalece sobre a Justiça”. Temos aqui resumido o chamado “caso Esmeralda”. Não acrescento mais porque é um caso que me provoca angústia e repúdio por certas legalidades e seus insensíveis e zelosos cumpridores.
PORTUGAL: No meu partido, como diz uma canção do nosso folclore, “ribeira vai cheia e o barco não anda”. O dr. Menezes demitiu-se, farto do “boicote”, de  próprios e alheios. (Já o dr. Santana Lopes teve um boicote-governamental de quatro meses e não propriamente um Governo…), ao qual, confesso, acabei por me juntar, por palavras e opiniões… Foi  grande a minha surpresa quando o vi, finalmente, levantar a grimpa na sua entrevista a Mário Crespo, já depois do seu “basta, estou farto!” É capaz de ter sido um basta inteligente. Sobretudo se, de facto, se não se recandidatar. Venham as élites… A minha adesão estaria com Manuela Ferreira Leite, se ela estivesse para se incomodar mais ainda do que já se incomodou em corredores governativos. Rui Rio também me agradaria. São pessoas a quem é dificil “pôr dedo no nariz”. Marcelo parece que “enquistou” em comentador e académico e é, ainda assim, mais maleável. De modo algum de rejeitar!
Os “sócrates” social-democratas, género “cresceu e apareceu” não valem a pena. António Borges já seria uma hipóteses credível: tem boa figura, bom intelecto, boa clareza de opiniões. Um senão: “dar o peito às balas” parece não ser com ele. Haveremos de desencalhar!
ESPANHA E FRANÇA: Em Itália é que se encalha e desencalha frequentemente. Berlusconni já vai três vezes - fora os ameaços - a Primeiro Ministro. E desta vez sem esqueletos no armário, com botox e implante capilar. Boa malha! Mais um político que a mim também desanuvia em presença e palavras!…
Zapatero escolheu para sua ministra da defesa uma Mulher, pacifista e grávida. Três surpresas de uma assentada. É capaz de arranjar sarilhos com a Tropa que a senhora vai tutelar, mas a sua atitude foi de Homem!… A ver vamos se o vai continuar a ser.
l Desde os meus quatro anos de idade que o Benfica não me dá na cabeça, como na época desportiva presente. Como ouvi outro dia de Nuno Rogeiro (outro sofredor…) em entrevista à Renascença, “é a queda conti-nuada do Império Romano!”.



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