ALGUNS REPAROS E VÁRIAS SUGESTÕES...
A Justiça e arredores estão cada vez mais trôpegos. A voz: o caso Casa Pia, o caso Gisberta, o caso Maddie, o caso Ricardo Bexiga (de mãozinhas dadas com o caso Apito Dourado) e sabe Deus que mais casos que de momento não me ocorrem e parecem estar a querer sair pela chamada esquerda baixa… Irra, que é demais! Está tudo empancado ou a fazer que anda mas não anda? Só falta descobrir que ainda temos em segredo de justiça, fechado nalgum cofre e por julgar, o processo dos Távoras contra o Marquês de Pombal, ou, mais longínquo ainda, vice-versa… O que vale é que o povão tem mais com que se entreter do que pensar nisso, quanto mais não seja revirar os bolsos a ver o que ainda de lá sai. Custa-me dizer isto porque muitos homens da minha família directa sobressaíram em Tribunais e eu sabia do respeito e alta consideração em que eram tidos - eles e os seus colegas. Agora, pff!… e mais não digo, assim à maneira das conclusões do meu “colega” deste jornal, senhor Humberto Almeida. Tenho uma proposta a fazer à Santa Casa da Misericórdia: o lançamento de um jogo de apostas sobre a localização da terceira ponte sobre o Tejo. Podia chamar-se Totoponte e teria de prémio um ano de viagem grátis a quem tivesse a pachorra de percorrer a ganhadora, norte-sul, sul-norte, tantas vezes quantas lhe apetecesse. Como alternativa, proponho que as façam todas! Não fizémos dez estádios para o Euro 2004? Assim como assim, “a ordem é rica e os frades são poucos”, ao que parece… Fazia-se depois o Festival das pontes, a cargo das Juntas de Freguesia das respectivas localizações, com sardinhas assadas e mangericos, à alfacinha. As sardinhas com pão, a festa era o circo. É disso que estamos precisar! Não nos massacrem é a cabeça com esquemas diários das várias hipóteses, que não sei se dá para rir se para chorar e prolonga para além do admissível os telejornais. Começa a parecer-me que há um certo corporativismo nos procedimentos deste Governo. À primeira vista, dá ideia que se atira às corporações profissionais com aquela força apatifada que é seu timbre, mas, herdada de D. Afonso Henriques aquela táctica dos avanços e recúos, acaba-se numa série de jeitos aos lóbis instalados nessas corporações. Seria um “study-case” curioso. A sensação é que o socialismo já saiu da gaveta para parte incerta. A economia ultrapassa pela direita o social, de forma aflitiva. Até eu, que não milito à esquerda, me sinto constrangida: há pessoas, casos e situações, que doem e doem… E que fazem os que podem pelos que precisam?! AINDA A TEMPO: O país assistiu, esta noite, a um tristíssimo espectáculo: o 1º. Ministro, inquirido pelo chefe da bancada do maior partido da oposição sobre factos do seu “misterioso” passado profissional, distorceu a cara de raiva tal, que mesmo a centenas de quilómetros, receei pela integridade fisica… do meu aparelho de televisão. Chegou até a cheirar-me a esturro! Isto, perante uma galeria onde se encontravam imensos jovens, que não sei com que ideia terão ficado de um sistema democrático, e uma bancada fiel à voz do dono e com ela conivente, numa descabelada salva de palmas. No meio de tanta “musculação democrática”, o chefe-mor da oposição, dr. Luís Filipe Menezes, fala com aspecto de alguém que “parece estar prestes a dar a alma ao Criador. Onde é que vamos parar?!…
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