header Incio | Pgina inicial | Adicionar aos favoritos |
Pesquisar Jornal   Pesquisa Avanada »
Seces
Arquivo
2 3 4 5 6 Sab Dom
12345
6789101112
13141516171819
20212223242526
27282930

Notcias no seu Email
Subscrever Newsletter

Votao: Férias
Onde pensa passar férias em 2014?
Portugal
Estrangeiro
Não vou tirar férias
Resultados de votao | Votaes antigas


email Recomendar a um amigo | print Imprimir |

UM OLHAR À NOSSA VOLTA...

por António Silva em Fevereiro 20,2008

image
Gostaríamos de dar nota positiva aos nossos governantes, mas, quando nos preparávamos para o fazer, eis que surge na imprensa mais um indicativo de quem tem a nobre missão de governar e nos vai desiludindo - umas vezes pela incoerência, outras pela incompetência e tantas outras pela desonestidade.
E não são os desta ou daquela formação política, nem isso é exclusividade de um determinado governo. Infelizmente, quase em todos os quadrantes da vida política nacional, salvo honrosas excepções, está a usar-se e a abusar-se das negociatas, quer em proveito próprio, quer a favor de familiares, correligionários e amigos.
O que se passa nas obras públicas é bem o reflexo de quão podre está o sistema e quanto cheio de incompetência e desonestidade, ingredientes que, juntos, fazem estragos quanto baste.
Vejamos o que se passa com os custos finais das obras públicas:
 - O Estado paga, na maioria das vezes, mais pelo reajustamento, no decorrer da obra, do que pelo valor da adjudicação. E, em muitos casos, esse reajustamento é feito muito acima do valor que está regulamentado.
Podemos daqui depreender que o projecto final não corresponde ao que foi inicialmente apresentado. De quem é a culpa?
Para responder, temos que fazer a um outro raciocínio: se se adjudica uma obra de milhões, sem sabermos onde vai parar o seu custo, algo está errado. Não será incompetência porque, essa, é uma área onde o nosso País tem muitos e competentes técnicos. Mas, se não é incompetência, então é muito preocupante porque, então, será falta de rigor e honestidade - valores que devem andar sempre juntos, principalmente, na coisa pública.
Esperamos pelo dia em que possamos acreditar que os políticos se sacrificam para servir o povo mas, com os exemplos que vemos, fácil é concluir que o que mais lhes interessa é chegarem ao poder, explorarem as negociatas, governarem-se, e quem vier atrás que feche a porta. Com as leis da República a facilitarem-lhes a vida.
Se houver escândalo e não puder ser abafado, irá a tribunal mas haverá sempre uma mão “divina” que porá a água benta necessária para que não haja grandes estragos. Depois, é só deixar correr o tempo, até que o processo prescreva sem ser julgado e o tratante passe de réu a queixoso. Como tal, exige do Estado uma indemnização, para limpar a honra manchada.  E, claro, a indemnização vai carregar na conta dos contribuintes! Pobre País que, em alguns aspectos, não está muito distante de um qualquer terceiro mundo
 O que acabamos de dizer ressalta de uma pesquisa que fizemos e que mostra as derrapagens dos custos finais, nas obras públicas, e chegamos à conclusão que, com gestores destes, o destino de qualquer empresa privada seria a falência. Por isso, eles se acoitam à sombra do que é público e os resultados são o que são.
Desde a Casa da música ao CCB, desde o Metro à rede viária, e tudo o resto que é público, tudo tem reajustamentos que são, às vezes, superiores aos da adjudicação. Em nossa opinião, isto só acontece pela falta de respeito pelos dinheiros públicos e é em consequência destes estratagemas que o povo sofre, mas que engorda das piranhas aos tubarões!  

Última Hora: O Primeiro-Ministro, na sua entrevista à SIC, na 2ª. feira à noite, não esteve muito bem, nem muito mal.
 Na nossa opinião, teve momentos bastante lúcidos, quando falou do aeroporto de Lisboa e da nova travessia do Tejo. Nota positiva!
Esteve mal na economia e muito mal no desemprego, em que titubeou demasiado e chegou a pôr em causa a sua própria seriedade, razão para ter nota negativa nesta área!
Pouco convincente em relação a outras matérias, em que se remeteu à defesa, jogando com a estratégia estudada e as palavras, mas sem nos convencer!
No dossier saúde, gostei de ouvir a explicação das razões pelas quais o seu ministério protagonizou mudanças profundas no sistema, mas não foi capaz de explicar, com clareza, as falhas na aplicação do novo regime, tal como não foi capaz de dizer ao País o porquê de se accionar um tão complexo modelo, fechar as velhas unidades de urgência, sem se terem preparado, no terreno, as alternativas nem as condições razoáveis para a mudança. Foi um trabalho de aprendizes,  nada condizente com os galões nem com a responsabilidade de quem governa. Oxalá se opere a correcção!


3997 vezes lido

Gostou deste artigo?

1 2 3 4 5 Resultado: 5.00Resultado: 5.00Resultado: 5.00Resultado: 5.00Resultado: 5.00 (total 116 votos)
Os artigos mais lidos
Os artigos mais divulgados