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ÁGUEDA, que já foi o “país” e se vai agora consolando com umas promessas mais ou menos gratuitas e que não enchem barriga, recebeu dois Secretários de Estado em quatro dias. É mau, é bom? Ou antes pelo contrário, é pouco ou nada?! Alguma coisa é, certamente. Dois membros do Governo virem a Águeda pode ser significativo. Por exemplo, da importância e do peso que a nossa classe política tenha junto dos senhores de Lisboa - os que, eleitos pelo povo, fazem o que querem e lhes apetece, ignorando as suas próprias promessas, passando por cima delas como cão por vinha vindimada, castigando-nos com impostos e tiranizando-nos com as suas bizarrias legislativas. 1 - O caso da saúde, é uma delas. O que dizer deste ministro que fala ao povo como se este não existisse, não sentisse ou não vivesse, ou fosse, meramente, um número estatístico para as contas de exploração do ministério? E as dores de quem sofre e tem as urgências públicas a quilómetros da sua saúde? 2 - O que dizer dos notariados privados? Então o Governo da República privatiza o serviço e, depois, cria um serviço público concorrencial? Que história é esta? 3 - O que pensar do modelo de ensino que propõe? Então vamos criar pólos educativos aqui e ali, directores disto e daquilo, e não cuidamos de saber da vontade e interesse do povo? Decide-se tudo nos gabinetes e encenamos a democracia dos votos, com os votos seguros das maiorias? 4 - O que pensar de um Governo que rouba aos autarcas locais o direito de votar o plano de actividades e orçamento das Câmaras Municipais e, paradoxalmente, autoriza que apreciem e votem as contas!! Essa rapaziada lá de Lisboa sabe o que anda a fazer ou pensa que somos todos uma cambada de burros? Ou isto é tudo uma patetice pegada!!! 5 - A tragédia voltou a atingir Águeda e, em particular, a freguesia de Ois da Ribeira. Em cinco dias de pesadelo, um incêndio desalojou uma família de seis pessoas e um emigrante morreu afogado na pateira. A comunidade ribeirinha, violentada de tragédias, voltou a estar solidária e assumiu-se irmã nos dramas que todos vive(ra)m. Sublinhe-se a pronta intervenção, pessoal e localizada, dos serviços municipais de protecção civil, o vice-presidente Jorge Almeida - CV
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