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LISBOA, TANTOS DE TAL...

por Luisa (dra) Mello em Janeiro 10,2008

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Lisboa, 23 de Dezembro. Encontro-
-me estacionada no carro do meu neto Pedro, junto ao Museu Militar, enquanto ele dá um salto às bilheteiras de Santa Apolónia. No exterior, estão marcados 17 graus centígrados. Desde parkas e peles a t-shirts de manga curta, as pessoas desfilam frente aos meus olhos. O céu da cidade está um espanto de azul e, mesmo à frente, na paragem respectiva, estaciona um autocarro que anuncia em grandes parangonas no vidro traseiro: “Um ano melhor vai nascer!”. Bons votos que levam a pensar no espaço que vai entre a realidade e a ficção, melhor dizendo, entre o que temos e aquilo que gostaríamos de ter... Será que a Carris é, como todos os optimistas, um pessimista mal informado?!...
Confesso que não ouvi a mensagem de Natal do 1º. Ministro ao país. Estava a ver um belíssimo programa no Canal História e achei que não valia a pena a troca. Disseram-me que foi profundamente optimista. Convictamente, duvido. Este optimismo não é má informação... é má intenção. Tanto mais que o senhor orador já teve tempo de descer das brancas nuvens onde tem pairado ao longo dos meses de presidência da União Europeia (e respectivo protagonismo) e a “aterragem”, se foi de trazeiro, deve ter deixado marcas daquelas que dão dificuldades ao sentar...
Parece que Saramago não está bem. Mesmo eu, que não sou admiradora - e não é por uma questão ideológica, é mesmo por razão literária - lhe desejo as melhores e até lhas desejaria em castelhano se o soubesse fazer. Lobo Antunes (o meu Nobel  particular) também saíu de grave doença e escreveu há pouco tempo, numa das suas Crónicas na Visão, algo que o seu colega de letras repudiaria indignado... Isto: “Aprendi com Torga a gostar ainda mais do meu País e continuo a zangar-me quando lhe chamam pequeno e periférico, dado que, para mim, é o centro do mundo e um motivo permanente de orgulho. Há anos, em Paris, cheio de febre num quarto de hotel por causa de uma infecção a que nenhum antibiótico valia, o meu único pensamento era! - quero morrer na minha terra.
E continuo a querer viver e morrer nela. “Há várias maneiras de ser Português é o que é...
Ontem, salvo erro, que estes dias feriados viram qualquer calendário de pernas para o ar, assisti a uma entrevista com Pacheco Pereira e António Barreto (grande crâneo!) sobre, entre outras coisas, o Tratado de Lisboa. Com o sentido de humor que lhe é habitual, diz Barreto: Os alemães, por interposta senhora Merkl, não podiam fechar querelas internas europeias assim de caras como quem proclama um quem manda aqui sou eu. Arranjaram, por isso, ou para isso, uma “barriga de aluguer” que foi Sócrates... E é que aquele parto nem foi difícil dado que a “barriga” sempre ostentou um sorriso quase plastificado...

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