Incio : Política : POLITICA: GIL NADAIS TIROU O TAPETE À (A) CASA, COM LUZ VERDE DOS SOCIAL-DEMOCRATAS
POLITICA: GIL NADAIS TIROU O TAPETE À (A) CASA, COM LUZ VERDE DOS SOCIAL-DEMOCRATAS
O ponto mais aguardado da 5ª. Sessão Ordinária da Assembleia Municipal de Águeda - o Orçamento e as Grandes Opções do Plano para 2008 -, ficou marcado pela discussão gerada em torno do vínculo da autarquia à ACASA, com o presidente da Câmara Municipal, Gil Nadais, a prometer a desvinculação do sub-sistema de segurança social.
“A proposta que vou fazer é que a Câmara Municipal saia da ACASA, mas entendemos que é necessário criar um mecanismo de protecção para os mais necessitados, que seja alargado a toda a população”, referiu Gil Nadais, no ponto 3.2 da Ordem do Dia, com “as costas quentes” pela posição assumida pela bancada do PSD (Alberto Marques e Hilário Santos). O presidente do executivo municipal, prometeu, neste âmbito, “trazer um regulamento à Assembleia Municipal” e assegurou a inclusão de “uma verba neste orçamento para liquidar a dívida à ACASA e uma verba de 50.000 euros para atender às situações mais preocupantes”. A questão da ACASA, tinha sido despoletada no período destinado à leitura de correspondência, quando José Américo, 1º. secretário da mesa, leu um abaixo assinado remetido a Paulo Matos pelos funcionários municipais com vínculo áquele sub-sistema de segurança social, onde era traçada “uma situação muito dífícil, em especial dos funcionários aposentados”.
ARMANDO FERREIRA DEFENDE “ACASA”
Armando Ferreira (PS), mostrou-se “preocupado com o problema da ACASA” e defendeu que “os direitos adquiridos pelos trabalhadores, devem ser sempre mantidos”. E alertou para a existência de “pessoas com dificuldades, com reformas exíguas e mínimas”, antes de manifestar o desejo da autarquia “manter o apoio à ACASA”. Alberto Marques (PSD), referiu que “os direitos dos trabalhadores não devem ser tomados como adquiridos” e considerou que “o esquema da ACASA é muito bom, mas é para ser pago pelos funcionários”. Hilário Santos, também da bancada laranja, defendeu “o princípio da igualdade” e manifestou a ideia que “o princípio da solidariedade é um princípio de desigualdade”. n IGUALDADE: Depois de ouvir José Vidal (PS) dizer que é “a favor da igualdade social dos munícipes”, Armando Ferreira voltou à carga garantindo que “também sou adepto da igualdade”. “É uma posição que vem de dentro e que até pode ser pouco racional”, admitiu, deixando uma questão no ar: “Se se dá à associação da minha terra, à LAAC e a todas as outras instituições de solidariedade social, porque é que não se deve dar para apoiar socialmente os carentes?”. (Na galeria destinada ao público, onde se encontrava cerca de uma dezena de funcionários municipais, ouviram-se palmas tímidas). “Fica-lhe muito bem o discurso laico-cristão que proferiu”, atirou António Martins (CDS-PP), logo de seguida, defendendo “o princípio da universalidade dos direitos” e constatando que “há menos a terem mais e mais a terem menos”.
“STAL” AMEAÇA COM LUTA O sindicalista António Augusto, do Sindicato dos Trabalhadores da Administração Local (STAL), expressou o seu “desagrado total, em nome dos funcionários deste município”, em relação ao corte na transferência de verbas para a ACASA, anunciado pelo presidente da edilidade, Gil Nadais. “A partir de agora, vão sentir a luta dos trabalhadores! Não vai ser fácil!”, disse, em tom ameaçador, antes de felicitar “Armando Ferreira, pela sua intervenção em nome dos trabalhadores”. “Esse sim, é o verdadeiro socialismo”, acrescentou. Numa intervenção nervosa no período aberto ao público, António Augusto terminou sugerindo que “os trabalhadores não se sentem à mesa com o sr. presidente da Câmara”, na ceia de Natal marcada para a noite de amanhã, sexta-feira, 21 de Dezembro. (Na galeria, soaram palmas bem mais audíveis, logo silenciadas pela intervenção do presidente da Assembleia Municipal, Paulo Matos).
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