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Política: Gil Nadais culpabilizou serviços por vencimentos mal processados
Gil Nadais, presidente da Câmara Municipal de Águeda, culpabilizou os serviços da autarquia, sem especificar, pelos erros que foram cometidos na aplicação da chamada opção gestionária, instrumento associado à mudança de posicionamento remuneratório dos trabalhadores da edilidade.
O caso foi levantado por José Carlos Vidal (PS), Hilário Santos (PSD) e António Martins (CDS-PP), no período de antes da ordem do dia, mas o presidente do município, que não conseguiu disfarçar o incómodo suscitado pela abordagem do assunto, foi demasiado evasivo nas explicações, não respondendo a muitas das perguntas que foram feitas. As questões colocadas têm a ver com a lei que estabelece os regimes de vinculação, carreiras e remunerações dos trabalhadores que exercem funções públicas e que, soube-se agora, foi aplicada pelo município, em Novembro de 2009, alegadamente de forma ilegal, e em contornos que ficaram por esclarecer na última Assembleia Municipal. p ERRO: Gil Nadais, confrontado com as dúvidas de Hilário Santos, limitou-se a revelar que “houve um erro dos serviços” e apressou-se a dizer que mandou “fazer dois inquéritos, um financeiro e um administrativo”, a “duas entidades externas” - o revisor oficial de contas, Jorge Silva, e um técnico do município de Ovar - que estará a decorrer desde o início de Fevereiro. O sindicalista (STAL) António Augusto Pires, pertencente aos quadros da autarquia (desenhador-projectista), também estará a trabalhar no assunto. O presidente da edilidade, de resto, fugiu às questões colocadas pela bancada social-democrata, não confirmando se estavam em causa 300.000 euros, não dizendo através de que rubrica orçamental foi processado o pagamento e não revelando quem mandou pagar, apesar de questionado repetidamente sobre isso. Ver edição
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