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Bancada social-democrata defende revisão constitucional
A Assembleia Municipal de Águeda reuniu em sessão extraordinária, no dia 24 de Abril, para festejar a Revolução dos Cravos. Paulo Matos, eleito do Grupo Municipal do PSD, considerou que “depois do 25 de Abril de 1974 e da Constituição de 1976, tem havido algumas perversões da liberdade em Portugal” e que “o problema do país está no aumento do fosso entre ricos e pobres”. O eleito da bancada social- -democrata referiu-se a uma “economia desregulada” e destacou, depois, os “problemas na justiça, educação e saúde”, constatando que “não há liberdade de escolha” e que o país vive, no fundo, “um problema de ética”. O antigo presidente da Assembleia Municipal foi mais longe, considerando que “vivemos um tempo em que precisamos de uma revolução de cidadania”, antes de defender que “faz todo o sentido uma revisão constitucional”. O presidente da Câmara Municipal de Águeda, Gil Nadais, referiu que “não podemos ficar só pelos diagnósticos” e que importa saber “o que é que cada um de nós está disposto a fazer para mudar”. O líder do município defendeu que “o ciclo do betão está acabado” e que “o ciclo do petróleo está para acabar!”. “É preciso inovar mais, trabalhar mais e estudar mais”, disse Gil Nadais, ciente de que é fundamental “estimular a participação das pessoas”. “As tecnologias vão evoluir de uma forma brutal e a energia será um campo de desenvolvimento nos próximos anos” vaticinou Gil Nadais, que apelou a um regresso “à escola, se tivermos vontade de fazer mais pelo nosso país e pela nossa terra”.
IGUALDADE DO GÉNERO
Elisa Pires, da bancada socialista, centrou a sua intervenção nas “grandes conquistas de direitos e deveres adquiridos pelas mulheres”, sublinhando que “o grande desafio do século XXI é a implantação da igualdade do género em todos os programas das acções correntes”. O Grupo Municipal do CDS-PP, pela voz de Eunice Neto, concluiu que “muitos dos anseios dos portugueses, em 25 de Abril de 1974, estão ainda longe de serem realidade”, depois de uma radiografia sombria feita ao “crescimento económico, endividamento, desemprego, justiça, ensino, sistema nacional de saúde, segurança...”. Manuel Campos, do Grupo dos Independentes, voltou a concluir que “ainda não chegou o verdadeiro significado de progresso do 25 de Abril a Espinhel”, queixando-se da “perseguição dos poderes políticos”. O presidente da Assembleia Municipal, António Celestino de Almeida, concluiu a sessão defendendo que “renovar o 25 de Abril é um desafio”. “É importante chamar os jovens e contar-lhes a história, dinamizá-los para a correcção dos objectivos distorcidos, velhos, antiquados e desfasados da realidade actual e dum futuro que só tem sentido com eles e para eles”, disse. As comemorações do Dia da Liberdade, promovidas pela Assembleia Municipal, foram abrilhantadas pelas associações de estudantes e pelo Conservatório de Música.
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