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NEM SOL NA EIRA, NEM CHUVA NO NABAL…

por Luisa (dra) Mello em Dezembro 06,2007

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Anda-se azabumbado (a palavra ainda está no dicionário, tive o  cuidado de ver) com tudo quanto nos cai caindo em cima. Ainda outro dia fiz um reparo do género e nada melhorou desde então. Hoje dia 19 de Novembro, temos cá o “Cala-te Chavez”, numa visitinha ao “Falas demais Sócrates”. Com chuvinha e tudo que cada qual tem o que merece. Sei que temos 400.000 portugueses na Venezuela, que o petróleo poderá vir de lá mais em conta e os promissores negócios da Galp. etc. Escusam de me dizer: “É a economia, estúpida!” Só isso me faz “engolir” a presença do senhorito debaixo do mesmo céu que eu… Vai ser como em Dezembro, com Mugabe e vários outros da mesma laia na cimeira Euro-Africana, em Lisboa. O meu rico país anda a ser mal frequentado. Só nos faltava o Bush em visita de cortesia, para, à nossa esquerda, até aqui tão tranquila, saltar a tampa. O comentador político Vasco Pulido Valente, esperto que nem um alho  e talvez por isso mesmo, com uma linguínha afiada que só ele, escreveu numa coluna de opinião no “Público” aqui há dias: “Hugo Chavez é um fenómeno político curioso. A velha esquerda ocidental, incluindo o dr. Mário Soares, fez dele um grande herói. Por antiamericanismo, evidentemente. (…) Fidel foi importante pro causa da guerra fria. Era uma base inimiga a uns quilómetros da América. Sozinho, Chávez não existe. Nem ele, nem Ortega, nem Morales, nem o mais que vier. As palhaçadas revolucionárias com que se têm universalmente distinguido são a prova e o sinal da sua impotência.” Apesar de toda a inteligência e perspicácia de VPV, não sei se não estará a substimar as criaturas…
l Peço ao Menino Jesus a maior indulgência para com os meus dislates, mas a verdade é que  a festa do seu aniversário se está a começar a preparar cada vez com mais antecedência. Ver árvores de Natal nas montras (coisa que não passa de uma “abstracção” nórdica dos festejos…) mal acaba o mês de Setembro, começa  de imediato a tirar-me o apetite para a festa. Mal “acomparado”, parece um casamento cigano. Que saudades de quando o Natal era depois de 15 de Dezembro e se limitava  a sapatinhos das crianças na chaminé, encimada por um singelo presépio, à ceia do bacalhau cozido e ao almoço do perú. Tudo em família, na paz do Senhor, sem as crianças entre os cinco e os 20 anos, cheias de pressa de abandonar o repasto para correr para a internet ou para casa das namoradas/os.
Sem montes de réclamos a entupirem as caixas do correio, as montras das lojas, os jornais e as televisões, as pobres das nossas cabeças e dos nossos bolsos. Quando nasceu, Jesus não tinha na gruta árvores a pisca-piscar até ficarmos vesgos e os presentes dos Reis-Magos devem ter ficado baratinhos, que o capitalismo selvagem por essa altura ainda estava a milénios da revolução industrial que o fez pôr “a cabeça de fora”!, ou de Marx, que de tanto o condenar acabou por lhe fazer réclame…
O Natal da minha saudade era íntimo, religioso e familiar, no que o termo tem de mais autêntico. Agora, é comercial e espalhafatoso e dura, dura, mesmo antes de começar. Não deve interessar nem ao Menino Jesus!… n LUISA MELLO
* AINDA A TEMPO: Mal tinha acabado de pôr a minha assinatura, ligam-me para o telemóvel a oferecer serviços de créditos bancários… E pouco depois, para o fixo, alguém a encomendar um peditório . É caso para dizer: cruzes, credo!
n LM

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