Todos nascemos com a mesma roupa…
Já pensaram? Tanto faz que seja na - Deus queira que se aguente na tormenta!— Maternidade Alfredo da Costa, nalguma outra menos ilustre, em casa, na ambulância dos bombeiros, em qualquer clínica tão chique e dispendiosa que a criança simplesmente "apareça" sem que a mãe passe o que só as mães "normais" podem saber… Depois, já se sabe, há o evolucionismo da "encadernação" de cada um, sendo que, bastas vezes, os mais vistosamente encadernados estejam mais próximos da nudez do primeiro vagido, que os de maior humildade exterior. Questão de cérebro, de verticalidade dos genes, que, aí, a “roupa” do nascer já se compõe de tecido diverso. E, no entanto, o mundo que nos foi dado para nascer está cada vez mais um espaço da maior diversidade. Acabo de ver um documentário sobre a Somália, o que despoletou toda esta reflexão. Curioso que os encartados defensores dos direitos humanos não se salientem por aí além perante o indescritível. Talvez porque direitos humanos se deixem ultrapassar por horrores desumanos. Como ouvi outro dia de um economista “despretencioso”, o social seja mais discutido na perspectiva das pensões de reforma que nas batalhas do activo e de certas sobrevivências…”. …O que me parece válido também para o nosso adorado cantinho, onde “os críticos exigem que o ministro Gaspar realize milagres verdadeiramente extraordinários, como o de esconder a falência, mediante o orgulho patriótico de fingir que não somos pobres, junto de quem nos pode aliviar a pobreza”-A. Gonçalves dixit, na “Sábado”. Um dia destes, passando ao acaso na SIC Notícias, topei com uma amena conversa entre o dr. Proença de Carvalho e o dr. Amaral Dias. Coisa simpática, calma, sensata, nas análises e nos comentários de cada um dos interlocutores. O remate é que, quanto a mim, descambou o seu tanto, se bem que me não haja surpreendido. Para o dr. Amaral Dias, “Sócrates é o “bode expiatório” da causa das nossas presentes colectivas aflições. Bode expiatório?!!! A expiar andamos todos nós, ora essa! Que nem sequer vivemos em Paris, apoiados na “fortuna pessoal da Mãe”, segundo li de fonte P.S.. Como se dizia num engraçado slogan de qualquer anúncio de há anos: “estes publicitários são uns exagerados!” Como exagerada está a ser a carga de “maus-olhados” que nos estão a caír em cima! Para lavar e durar. Alguém me explica como exigir direitos adquiridos ou sem o serem, quando não há crescimento económico? Deixamos tudo como estava? Aumentam-se ainda mais os impostos? Atiramo-nos ao mar, num suicídio colectivo?… n LUISA MELLO - 10-3-12
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