Noticias do meu país
Quem é amiguinho, quem é? Sendo Sócrates benfiquista, o que por uma vez só lhe fica bem, vem o glorioso SLB arrancar um campeonato com comemorações "globais" a pôr o povo de cabeça nas núvens, eu incluída, que tive de tomar um calmante se não passava a noite à vela. Quem é que ouviu falar de aumentos de impostos, cortes em subsídios, gente intimidada a trabalhar, querendo ou não?Aliás, medidas fatais como o destino. É a tragédia grega e o fado português… Aliás, ainda e esta é a minha opinião, os gregos têm-se mostrado pobres e mal agradecidos. Depois da rebaldaria das contas, as rebaldarias das ruas. Havemos de convir que não cai bem. Não sei de todo o que está para nos caír em cima - em Julho, com o 14º mês, devem abrir as hostilidades… - mas tenho esperança que o nosso povo mostre mais sensatez, embora o "mea-culpa" só seriam capazes de o admitir de punhal apontado ao peito e devem estar já suficientemente abastecidos para que a mossa os amolgue muito… Faço uma pequena ideia do que os autores deste baile-mandado em que temos andados terão levado na cabeça em Bruxelas, para recuarem nos carris, nas pontes, nos aeroportos, nas rodovias! Tudo coisinhas modestas, já se sabe, e eu também gostava de ver, mas seriam obscenas ainda assim, com o desemprego nos dois dígitos, pobreza envergonhada (ou mesmo desavergonhada… quando dá em roubos e assaltos). Como desde há dezenas de anos se não via e o desabar de tantos sonhos de melhoria de qualidade de vida a que a população tinha sido induzida a aspirar em tempo prolongado do capitalismo falacioso do compre agora e pague depois. Já aqui tive ocasião de dizer da minha simpatia pelas notórias qualidades humanas do Engenheiro Guterres, mas acho que foi aí que o começou o desbragamento dos créditos e incitamento a eles. A partir de então, não mais foi possivel deter um galope desenfreado a bens de consumo pagos com balões de oxigénio. Também quem é que, podendo ter um cavalo, se vai contentar com um burro?! Cavaco Silva, quando 1º. Ministro, aproveitou para aplicar as dádivas europeias em auto-estradas e pontes que então não tínhamos e eram absolutamente indispensáveis ao desenvolvimento comercial e industrial do país. Sem comunicações rodoviárias, não há trocas rentáveis. O Centro Cultural de Belém, sua obra emblemática vê-se agora o que representa na nossa cultura conteporânea. Depois dele, Guterres fez a expo, a ponte Vasco da Gama, e uma nova cidade dentro de Lisboa. Lindo, maravilhoso, até. Gastou-se muito mas compensou, por então. A partir daí, a ilusão de que todos íamos ser ricos mesmo sem conta nos Bancos. Dinheiro de plástico que ainda vamos pagar com língua de palmo. n Onde o Governo tem gasto bem o que tem e o que lhe dão é na recuperação de escolas, hospitais, incentivos à investigação. Tudo coisas de retorno garantido e mão de obra nacional. Quanto às despesas com a visita do Santo-Padre (e agora deêm-me a mim na cabeça!…) são amendoins ao pé dos projectos grandiosos que estavam para entrar na calha, além de que não foi apenas coisa de padres e beatas. Ultrapassou de longe essa visão redutora: o ecumenismo, a cultura estiveram sempre presentes, não citando a fé que é só para alguns privilegiados que tanto precisam do seu fortalecimento em momento particularmente dificil. Não é pequeno retorno, mesmo em tempos de preodominância do pragamatismo e do positivismo! n LUISA MELLO
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