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ÁGUEDA FOI ENGANADA POR SUCESSIVOS

por JOSÉ CARLOS AREDE em Dezembro 05,2007

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Já lá vai o tempo em que Águeda, era, no distrito de Aveiro, um dos principais concelhos de desenvolvimento industrial e de crescimento demográfico. Tempos esses em que a ligação entre as duas maiores cidades do país passava pela cidade - embora não fosse a melhor solução. Mas daí até ficarmos isolados e longe deuma ligação rápida, convenhamos que é deprimente.
 
 Águeda, hoje, está isolada, sem ligações à sede do distrito e à via mais importante o país, a auto-estrada que liga Porto a Lisboa (a A1).  Embora sejam acessos repetidamente anunciado por vários ministros, aquando das suas visitas às Festas do Leitão. Todos nos recordamos da sua presença em Águeda -  chegaram a estar em quarteto. Mas todos nos enganaram, com sucessivas promessas de uma ligação rápida à cidade de Aveiro e à auto-estrada.
   Comiam o nosso leitão e, de volta a Lisboa, logo esqueciam o prometido. A Águeda, sem peso político e sem conseguir ver as promessas cumpridas, só lhe resta(va) esperar pelo próximo certame, para, mais uma vez, ver os ministros voltarem à praça 1º. de Maio e, sem vergonha nenhuma, voltarem a prometer que a obra irá mesmo arrancar.

PIDDAC e leitão

A ligação à auto-estrada seria inscrita, recordemos, no PIDDAC de 2003 e os governantes de então estariam em condições de assegurar que, dentro de dias, ao tempo, seria lançado a concurso público para estudo prévio. Nada disso aconteceu. Comeram-nos o isco. Ou, melhor, o leitão.
 É tempo de Águeda acordar e reflectir sobre o concelho e verificar (ou não...) o atraso mórbido em que estamos inseridos, sem ligações dignas à sede do distrito, sem ligação à A1, sem uma rede rodoviária em tempo útil - que abranja todas as freguesias do município.
Águeda, como todos sabemos, não tem um centro coordenador de transportes (com dignidade para quem espera ou regressa de autocarro), nem um rio asseado e estruturante para o alindamento da cidade, nem zonas industriais planeadas, sem uma rede de saneamento básico e industrial, que abranja todo o concelho.
É, nesta área, o segundo pior dos onze municípios do Baixo Vouga. Águeda não tem um sem número de coisas - que, porém, estamos habituados a ver nos concelhos limítrofes.

Regras de desenvolvimento
 
O actual executivo camarário começou por mexer - e muito bem, na minha opinião - em questões estruturantes para o concelho, definindo regras de desenvolvimento, ao começar, com a criação de duas zonas industriais, esperadas há mais de 30 anos.
Será, talvez, uma medida pouco popular -  pois pode acabar com alguma especulação imobiliária e isso pode-a tornar impopular para alguns - mas é, de certeza, muito eloquente e necessária para um concelho tão industrializado mas tão desordenado, ajudando assim a fixar aqueles que querem investir em Águeda e aliciando os que, num passado recente, deixaram Águeda para investir em concelhos vizinhos! E são muitos….
O poder local, por tudo isto, não se deve deixar enganar por esses senhores de Lisboa. Ofereçam-lhe o nosso leitão, mas façam-os perceber as nossas carências e inquietudes, obrigando-os a honrar os seus compromissos.
A não ser assim qualquer dia vai ser tarde.


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