Ligação a Aveiro ainda continua na… gaveta
Domingo, dia 3 de Abril, cumprem-se três anos sobre o anúncio, em Águeda, da concessão das Auto-Estradas do Centro, nomeadamente o IC2 entre Coimbra e Oliveira de Azeméis, e a sua ligação a Aveiro, a partir de Águeda.
O anúncio foi festejado com a colocação de uma placa simbólica no Raso de Paredes, e resultado da necessidade de se criar um lanço, com 14 quilómetros de extensão, em perfil de auto-estrada, que proporcionasse uma nova ligação transversal de qualidade entre Aveiro e os principais eixos longitudinais (A17, A1 e IC2). Com esta intervenção, que fica, irremediavelmente, em banho-maria, com a demissão do Governo de José Sócrates, estimava-se uma diminuição, em 53%, no tempo médio de percurso entre a capital de distrito e Águeda. Daqui a dias, os políticos portugueses voltarão às estradas da região, em campanha eleitoral, e as promessas, por certo, voltarão a incidir nesta ambição de aguedenses e aveirenses, que já se arrasta há várias décadas. Os representantes do Governo, que dias antes tinham estado em Mortágua, com idêntico propósito, justificavam a necessidade da intervenção no IC2, entre Coimbra e Oliveira de Azeméis, com a grande ocupação marginal, vários cruzamentos de nível e numerosas serventias que condicionam a capacidade da via e, principalmente, as condições de segurança da circulação. A construção do “novo” IC2, entre Coimbra e Oliveira de Azeméis, tinha por objectivo “promover uma ligação de qualidade”, que se constituísse como uma alternativa real à A1 e que diminuísse, em 40%, o tempo médio de percurso entre as duas cidades, e, em 20%, os números da sinistralidade rodoviária.
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