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Águeda, o amanhã - - um desafio crucial!

por José Neves em Agosto 08,2012

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De há alguns anos a esta parte os aguedenses têm assistido a uma acelerada transferência de serviços da Câmara para entidades exteriores ao concelho (casos da água e saneamento) e bem assim a uma prática continuada de assinaturas de protocolos com as juntas de freguesia, delegando-lhes  competências na realização de obras nos “seus” territórios.
E sendo embora legítimas estas movimentações de responsabilidade, para fora ou dentro de portas, será também razoável que a política local avalie, regularmente e com atenção, do mérito dessas deliberações, quanto à satisfação e expectativas dos munícipes e do próprio papel, presente e futuro da autarquia, enquanto estrutura não só de políticos, mas de técnicos e de todos os seus outros trabalhadores.
Porque se o visível esvaziamento de capacidade de intervenção da Câmara com pessoal e equipamento, na concretização directa de obras no concelho, poderia significar um grande empenho e visibilidade públicas, no alargamento da importância de outras estruturas - Tribunal, Hospital, CIRA, AdRA - tal não acontece, sendo hoje Águeda um parente pobre no encontro e confronto políticos com concelhos vizinhos.
É assim essencial que o debate político que se aproxima, já nas próximas eleições autárquicas de 2013, caracterize, sem dúvidas ou tibiezas, o modelo que cada um defende para a Câmara, o trabalho e as vertentes a privilegiar, que tipo de relação com os munícipes e as empresas, tendo em vista valorizar e redimensionar Águeda no espaço regional a que pertence.
Águeda, o amanhã, é o desafio crucial que aí vem, mas que é obrigatório vencer.
Talvez valesse a pena, por uma vez, alguma gente reconhecer que o Agitágueda, a Festa do Leitão e até algumas obras da chamada “regeneração urbana”, não são suficientes para alicerçar e defender a nossa terra neste tempo de eliminação de fronteiras e circulação de novos valores e interesses.
Mas o amanhã de Águeda passa, inevitavelmente, pela Câmara e pela sua capacidade em chamar e motivar os aguedenses às tarefas colectivas e em benefício de toda a população.
O sentido da política não é o do isolamento ou da sua prática só por meia dúzia.
E o pior que pode acontecer a uma comunidade é quando a sua política se desertifica e já não há ponta por onde se lhe pegue!
Boas férias, Beatriz.
n JNS


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