header Incio | Pgina inicial | Adicionar aos favoritos |
Pesquisar Jornal   Pesquisa Avanada »
Seces
Arquivo
2 3 4 5 6 Sab Dom
12345
6789101112
13141516171819
20212223242526
27282930

Notcias no seu Email
Subscrever Newsletter

Votao: Férias
Onde pensa passar férias em 2014?
Portugal
Estrangeiro
Não vou tirar férias
Resultados de votao | Votaes antigas


email Recomendar a um amigo | print Imprimir |

A razão das Juntas de Freguesia

por José Neves em Maio 14,2010

image
As 20 Juntas de Freguesia do concelho de Águeda não vão ter grandes obras para oferecer aos seu conterrâneos e têm vindo a protestar em Assembleia Municipal pelo facto de, na cidade, ficarem os maiores investimentos.
E já não é a primeira vez que o Partido Socialista (PS) - pela voz do seu Presidente da Comissão Política, José Carlos Vidal – lá critica os autarcas, dentro de uma lógica que ainda não se percebeu qual é e sem argumentação política que convença e esclareça quem, legitimamente, levanta os velhos problemas da sua terra e para eles quer soluções.
E soluções que necessariamente estão nas mãos da Câmara, dos seus Planos de Actividade, dos estudos, projectos e financiamentos ao seu dispôr.
Em tempo de crise e vacas magras, cabe ao Executivo reanalisar prioridades, prestar a cuidada atenção à condição do dia a dia da população e para aí canalizar os recursos, os meios e a sua acção política.
Ir para o terreno e abandonar o papel, passar aos actos e deixar a teoria - e, quantas vezes, a demagogia.
Assim, não faz sentido falar de “requalificação da cidade” e para ela direccionar o essencial das verbas disponíveis - quando a  sua cintura urbana está miseravelmente degradada e na rua circulam os peões, os automóveis, tantas vezes o esgoto e as águas domésticas.
Se este é um exemplo e uma fotografia da Freguesia de Águeda, ela estende-se, infelizmente, à generalidade do concelho, sem que tivesse havido - até hoje - um plano coordenador que todas envolvesse, criando uma urbanidade não confinada aos jardins de recreio das
Escolas e meia dúzia de coretos.
A política urbana começa à porta do munícipe, na rua onde mora, no caminho que o leva ao trabalho, à Escola, ao Hospital.
E é esse o esforço de realização a concretizar, pondo de lado a política do quatro contra três, que tem no Executivo um exemplo de muito maus frutos.
As obras que a Câmara do PS quer realizar na Av. Eugénio Ribeiro, no centro da cidade, são mais um atrofiamento para o já débil comércio local e um desastre na caótica circulação automóvel.
A política não se faz contra os cidadãos.
A política procura a boa organização da cidade, da comunidade concelhia e esforça-se num diálogo recíproco com quem é, afinal, a sua razão de ser.
Uma política contra-corrente não voa alto.
E o balão da auréola dos primeiros tempos de mudança pode esvaziar quando menos se espera.
Pés no chão, Beatriz.


1788 vezes lido

Gostou deste artigo?

1 2 3 4 5 Resultado: 3.00Resultado: 3.00Resultado: 3.00 (total 2 votos)
Os artigos mais lidos
Os artigos mais divulgados