Águeda à volta do castelo e sem... regeneração urbana
Estão em curso, e são já visíveis, as obras de regeneração urbana da cidade de Águeda, centradas no essencial na frente ribeirinha. Obras contempladas a 70% do seu custo (entre 1 de Janeiro de 2007 e 31 de Dezembro de 2015), no âmbito do QREN, pacote comunitário para Portugal no valor de 21,4 mil milhões de euros. Embora este eixo comunitário, “desenvolvimento urbano”, que enquadra a regeneração urbana, aconselhe a concretização de “programas integrados de qualificação de periferias urbanas e reintegração de bairros críticos, onde a situação social e económica ou a degradação urbana justifique uma intervenção especial”, a Câmara Municipal de Águeda não apresentou qualquer projecto para fora do núcleo central da cidade. Assequins, Ameal, Alagoa, Paredes, ficaram, assim, excluídas, perdendo uma oportunidade única de entrar nesta “onda” da regeneração, tão apregoada no palanque da política no poder, em Lisboa, mas que, infelizmente, o poder local de Águeda não soube tirar o imperioso e completo proveito. Ora não há regeneração urbana se ela não chegar verdadeiramente à comunidade, ao dia a dia das pessoas, traduzida na melhoria da sua qualidade de vida, fazendo-as sentir que, afinal, as obras públicas são um factor de aproximação e solidariedade, o derrube de obstáculos e exemplo de distribuição justa dos recursos públicos, em benefício de todos. Há quem diga que, para o ano, há mais e que a Europa ainda não acabou. Mas com o tempo de vacas magras que já vivemos e a fragilidade à vista de quem governa, a politica de regeneração urbana de Águeda fechou-se no “castelo” e o povo das redondezas continuará, por muitos anos mais, fora das “muralhas”. Ou será que a política do “castelo” já não olha pelo povoado? Que dizes tu, Beatriz? n JNS
1594 vezes lido
|