A morte lenta do hospital
Se dúvidas houvesse quanto à fragilidade da acção política em Águeda, o folhetim em que o Hospital Conde de Sucena se viu enredado, dissipá-las-ia. Há anos que os candidatos à Câmara Municipal, em tempo eleitoral, vêm prometendo o céu e a terra, mas, depois, os anos vão passando, o reumatismo político ataca e a cura milagrosa não sai das calendas gregas! Mas sendo a saúde um bem essencial à qualidade de vida, um direito constitucional e assim entendido pela generalidade dos povos, exigia-se à política aguedense uma outra e permanente atenção sobre o Hospital, as suas necessidades de há muito, estancando e pondo fim a hemorragias que regularmente o debilitam, mas que, fatalmente, o conduzirão, no curto prazo, a uma imerecida e cruel morte lenta! Infelizmente, tem-se assistido a uma perda efectiva de influência, junto dos decisores nacionais e em prejuízo das terras do Botaréu: emagrecimento do Tribunal nas suas competências, adiamento de obras rodoviárias e centros de coordenação e secundarização crescente de Águeda no xadrez administrativo da regionalização que se aproxima. Há anos envolvidos numa estéril malha de discussão sectária, os agentes políticos da nossa praça ainda não concluíram da inutilidade desse caminho! Um caminho que, dividindo as poucas forças, condena, à partida e garantidamente, qualquer iniciativa. O Hospital de Águeda está em risco e mau é quando se começa a falar disso. É a hora de trazer o ministro da Saúde, Paulo Macedo, a Águeda! Ou será que já não há, entre nós, força política a merecer a visita de Secretários de Estado? Boas notas, Beatriz! n JNS
1038 vezes lido
|