Hospital de Águeda: diagnóstico e receita
O velho e sempre novo Hospital Conde de Sucena, de Águeda, está doente. Não porque as fundações das suas estruturas não tenham sido largas, erguidas nos mais nobres valores da solidariedade, de servir o próximo, o mais pobre e necessitado. Mas está doente por incúria da política local, de hoje e de ontem, que sempre fez bandeira do Hospital no palanque dos votos das eleições, na Assembleia Municipal, na Câmara e, até, no Parlamento. E essa política, depois dos votos e uma vez eleita, esqueceu-se do Hospital de Águeda. Esqueceu-se de um Hospital com uma História, servida por gerações de médicos, enfermeiros, administrativos, auxiliares e merecedor nos seus recebidos pergaminhos, dos maiores louvores “entre pares”. Conde Sucena foi um benemérito. Em 2011, Águeda devia ter já um Hospital novo: à altura da sua gente, da região e da capacidade demonstrada, todos os dias, por quem cá continua, dirigindo ou trabalhando nas múltiplas áreas da vida aguedense. Infelizmente até um “arranjo” de dois milhões de euros, com financiamento garantido da União Europeia destinado ao Serviço de Urgência do Hospital Conde de Sucena, não mereceu a atenção devida da Administração do Hospital e da Câmara de Águeda para o processo de financiamento à realização das obras e, dessa forma, consolidar a unidade hospitalar como a casa nossa, onde todos recorremos, batendo à porta e sabendo que está sempre aberta para nos socorrer. E não vale a pena atirar as culpas para o Tribunal de Contas, nem para o seu Presidente Guilherme de Oliveira Martins, nem sequer para os Governos de Sócrates. O Terreiro do Paço, no caso do Hospital de Águeda e no processo das obras das “urgências”, está em Águeda, e não em Lisboa. Alguém já devia, na nossa terra, por decoro político, ter pedido a demissão. Não achas, Beatriz? - JNS
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