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A enorme trapalhada em que o governo se meteu, com ou sem ordens da Troika, para reorganizar as autarquias do país, ainda vai dar muito que falar. 1 - Águeda, por exemplo, tem estado queda e murcha em relação ao problema - que um problema é... - e, quanto a iniciativas de esclarecimento, apenas se conhecem duas: a do PSD e a da Asssembleia de Freguesia de Ois da Ribeira, esta marcada para a noite de 6ª.-feira. Quanto ao resto, moita carrasco. Ninguém mexe uma palha, ou diz palavra que se ouça. 2 - É inequívoco que, a vingar, tal lei - uma lei ditada dos confortáveis e autistas gabinetes de Lisboa, sem se conhecerem as especificidades regionais e locais -, muito boa gente vai coçar a orelha, porque não interveio, não questionou, não cuidou de saber que consequências trará tal novidade legal para o dia-a-dia da sua freguesia, do seu bairro e da sua rua. 3 -Dirão (e dizem) os defensores da extinção e junção de freguesias que se pouparão custos e dinamizarão sinergias, poupando-se aqueles e racionalizando-se estas. Será?! 4 - Talvez valesse mais a pena ponderar sobre empresas públicas estatais e municipais, fundações e institutos - que custam balúrdios ao Estado. Ou, quiçá, das mordomias das centenas (ou milhares) de actores e ex-actores da vida política, que custam milhões e milhões de euros. Ainda hoje ouvi na televisão que cada ex-Presidente da República “custa” 300 000 euros por ano. Não percebi é a razão e o resultado de tal mordomia. Que é, obviamente, paga por todos nós! 5 - A ARCOR completou 33 anos. Sou suspeito neste meu escrever - sou um dos fundadores - mas deixem-me dizer que valeu a pena assumir o acto criador. Ois da Ribeira é bem diferente, e melhor, porque tem a associação. Valeu bem a pena a irreverência (e coragem) de quem, então, desafiou o futuro e alguns velhos do restelo local. n CV
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