Nadais sem oposição
A pouco mais de dois anos das eleições autárquicas, não é difícil concluir que a Câmara do PS e do dr. Gil Nadais não tem oposição. Bastaria passar os olhos em diagonal nas pormenorizadas reportagens sobre as Assembleias Municipais e reuniões do executivo, para constatar da inconsequência das críticas do PSD e CDS e lembrar o lamentável alinhamento com as políticas do PS na Câmara - como foi o caso da entrega da água e saneamento à AdRA, por 50 anos, e que representou a antecipação das severas medidas da “troika” no seu custo de vida e apertar de um cinto até ao “osso”. E se os líderes actuais do PSD de Águeda se entretem a atacar a sociedade civil no seu envolvimento com o PS local em obras do interesse concelhio, não se percebe ainda para que serve perder tempo, em Assembleia Municipal, a discutir se o prédio do presidente da edilidade na Venda Nova tem mais uma janela e estava no projecto, ou se a concessionária das cervejas na Agitágueda, ofereceu ou não uns finos aos senhores vereadores.. Para quem esteve 30 anos no poder, em Águeda, como o PSD - onde é, infelizmente, fácil encontrar telhados de vidro, processos e muitos desvios à ética e à moral, largamente lavados nos palanques e nas tripeças nos últimos seis anos - melhor seria que o que ainda compete à Câmara resolver - e até está orçamentado - fosse questionado e colocado na prioridade das atenções. A Carta Educativa é o “calcanhar de Aquiles” da Câmara: em véspera de novo ano escolar, está quase tudo por fazer, quando em todos os concelhos à volta de Águeda se concluíram e inauguraram as suas obras financiadas, como se sabe, em 80% pela Europa. Porque se o PSD de Águeda está à espera que Passos Coelho venha à próxima Festa do Leitão e lhe faça o trabalho de casa, está enganado: o novo Governo não oferece mais guarda chuvas e os padrinhos já não vão dar folares na Páscoa. Não é, Beatriz? n JNS
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