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Saúde-se o diálogo, mas promova-se a coesão

por PCP de Águeda em Dezembro 29,2010

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O presidente da Câmara Municipal de Águeda, num gesto pioneiro, convidou representantes da Comissão da Concelhia de Águeda do PCP para uma reunião informal, com ponto único da agenda: uma troca de impressões sobre o orçamento camarário de 2011.
Um gesto que aplaudimos, um gesto que enriquece a vida democrática do concelho e que contribui para o aprofundamento da discussão de um documento que é essencial para o futuro da nossa vida democrática.
Tomámos boa nota dos esforços do actual executivo, no sentido de racionalizar a gestão dos parcos recursos camarários e na dinâmica que promete imprimir para a prossecução de objectivos estratégicos, como a implementação do Parque Empresarial do Casarão ou a Requalificação da Margem Norte do rio.  
Mas perguntamos: será que o concelho se esgota na cidade? Que medidas estruturantes pretende o actual executivo tomar, para inverter esta tendência macrocéfala de décadas de gerir os destinos da cidade como se nela se esgotasse o concelho? Que significado tem para o actual executivo, a ideia de coesão municipal?
Constatamos que o valor das transferências para as freguesias (573 mil euros), apenas representa 1,3% da despesa global orçamentada; constatamos que, no Plano de Actividades da Câmara, as freguesias serranas (Agadão, Belazaima, Castanheira e Préstimo), foram pura e simplesmente esquecidas; constatamos que a Câmara, manifestando-se incapaz de assumir o encargo da cobertura municipal da água e saneamento, derivou as suas responsabilidades na parceria estabelecida com a ADRA, com claras consequências nos bolsos dos consumidores.
Por isso, embora saudando a capacidade de diálogo e de abertura que o presente executivo prenuncia, sugerimos ao presidente da Câmara  medidas complementares, que promovam a necessária, urgente e indispensável coesão do município,como:
- Acesso das populações periféricas e serranas aos serviços básicos de saúde, transporte, cultura, rendimento e actividade económica;
- Políticas de atracção de “novas populações”, como a revisão urgente do IMI e combate à especulação imobiliária;
- Criação de uma massa crítica necessária ao desenvolvimento do concelho, por forma a colcar Águeda no Roteiro Turístico Regional;
- Discriminação positiva das zonas serranas na atribuição de subsídios. n PCP de Águeda


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