Política: Menos vereadores e menos Juntas
Edson Santos, presidente da Concelhia de Águeda do PS e chefe de gabinete do presidente da Câmara Municipal, não concorda com executivos formados por um só partido. E diz, em entrevista a SP, que “há freguesias que não fazem sentido”.
SP: Concorda com a existência de executivos camarários de uma só cor política? ES: Não concordo. Considero que, quanto mais representado estiver o executivo, melhor funcionará a democracia e melhor servidas serão as populações. Acredito na pluridiversidade. SP: Qual a sua opinião sobre a proposta diminuição do número de vereadores? ES: O actual executivo é composto por sete vereadores, quatro a tempo inteiro. Não vejo qualquer transtorno na diminuição do número. Mas entendo que, quem legislar, deve ter em conta a área geográfica da região, número de eleitores e as suas características. SP: Com um executivo monocolor, deverão ser alteradas as competências da Assembleia Municipal? ES: Havendo um executivo monocolor, deveria, como contrapartida, existir maior capacidade de intervenção da AM. Competirá à AM reestruturar-se e ter a noção das suas futuras competências. Não é só votar sim ou não, mas adquirir uma maior responsabilidade na fiscalização da gestão camarária. SP: Considera util, a reorganização administrativa das actuais Juntas de Freguesia? ES: Há freguesias que não fazem sentido, como estão, seja pela dimensão geográfica, seja pelo número de eleitores. Neste caso, juntar freguesias só pode ser benéfico para as populações. Não faz sentido dividir recursos, nestas circunstâncias, que poderiam ser melhor aproveitados, com freguesias com outra dimensão.
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