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E a Espanha subiu aos céus ao 30º dia do Mundial…

por Nelson Leal em Julho 14,2010

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A Espanha subiu aos céus, não ao terceiro dia, conforme as Escrituras, mas ao trigésimo dia de competição. E nós, aqui tão perto…
Uma coroa de glória bem merecida. Com uma defesa de pegas, onde imperou um Piqué de classe e foi cavalgando em toda a sela, um Puyol todo-o-terreno, um meio campo de magia, sob a batuta de Iniesta, o rigor de Xavi e a bravura de Alonso e um ataque, onde havia um Vila que valia por três, a esquadra espanhola, cumprindo os serviços mínimos, foi cozendo em lume brando, os exércitos que lhe foram aparecendo pela frente. Nem a pena de Heminghway poderia descrever com tanto brilho, a arte com que aqueles pequenos deuses, sem capote nem espada, nem cartéis a bel-talante, foram “toureando” alemães e holandeses, com a maestria que só a arte andaluz o poderia alcançar.
Uma competição onde as vuvuzelas tornaram surdas, as agonias de potências como a França, a Itália e Inglaterra. Ainda estarão por apurar, os quês e os porquês de tamanha desilusão. Mas algo as une em comum: são o “el-dorado” das grandes ligas mundiais, onde caem em profusão exponencial, todos os craques ou futuros craques do futebol mundial, sejam da América do Sul, da África Central, Subsariana ou do longínquo Extremo Oriente. De tal ordem, que a grande maioria dos clubes de maior dimensão, são constituídos, na sua parte esmagadora, por atletas não nacionais. A tal ponto, que, mesmo nas camadas de formação, já são, por vezes, maioritários, os atletas imigrantes. Tudo isto, tem um preço: o esboroar da escola nativa, da alma indígena e da idiossincrasia do futebol nacional. E de tudo, uma consequência: uma cada vez menor oferta de atletas nacionais, um naipe de opções mais restrito para as selecções nacionais, jogadores mais veteranos e menos ambiciosos. Não é, com certeza, a justificação última do fracasso dessas selecções, mas que pesa, lá isso pesa, ficando ainda por apurar o peso das previsões do molusco pitonês, na lotaria das apostas. De aposta em aposta, se vai livrando o cefalópode de um belo arroz de polvo…
Finalmente, façamos a resenha das nossas desilusões. Queiróz, antes de ter sido entronizado, garantia que só para a Selecção iria, se “houvesse uma vassourada na Federação”. Vassourada é que não houve e o homem ali está para durar. Sempre são 35 vencimentos de Presidente da República, o que não é despiciente, convenhamos. Não tendo o cognome de Educador da Classe Operária, sempre arregimentou fama, como Educador de Futuros Campeões, tendo como título máximo, a conquista de um Campeonato do Mundo de Juniores. Mas ser um bom Ministro da Educação não é alavanca para um bom Primeiro-Ministro. Uma coisa, é a Estratégia, o Planeamento, o Estudo e toda essa panóplia das artes do Saber, outra, é a Táctica, o epidérmico saber do instinto, ser General de espada em punho, a orientar as hostes guerreiras, em pleno campo de batalha. E essa, foi a grande Mistificação em que caíram os responsáveis pela nossa Desgraça! E depois, Oh Carlos (tratamento de preferência utilizado pelos atletas para com o Grande Líder e que eu, abusivamente, vou manter), essa genial inovação táctica de 9x0x1, só mesmo tua! Nove jogadores atrás da bola e na frente, Cristiano, que será homem que vale por cinco e que iria resolver! Para isso, punhas lá o Liedson, que tem essa fama… E a tua confiança nesta táctica era tão grande, que nem plano B tinhas! Com a Espanha a ganhar, continuaste até ao fim, a defender! Cristiano Ronaldo, afinal, não valia por cinco!
Tu é que, meu caro (e perdoa-me a franqueza), não vales um chavo como treinador, pois essa de colocares um defesa central de duvidosos méritos, como Ricardo Costa, a lateral, tendo o Miguel, companheiro de Vila, no banco, de colocares o Hugo Almeida como extremo???  e retirá-lo do relvado, quando até era, na altura, o nosso jogador mais perigoso, é mesmo de bradar aos Céus! E já agora, um conselho, para Ti!, que viestes da Terra do Fair Play: não inventes desculpas parvas, não tenhas mau perder e sê mais genuíno. Mais fácil se apanha um mentiroso do que um coxo, já diziam os meus avós! A tua credibilidade está pela hora da morte, meu caro e, se não fosses tão guloso, deverias perceber que está na hora de dizer Bye-Bye! E saías menos chamuscado e até, com algum crédito de honra, que dizes tão preservar…
A Federação tem o Treinador que merece, mas Portugal merecia um pouco mais, penso seu de que….
n Nelson Leal


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