Presente, passado, futuro...
Sempre gostei de música brasileira. Continuo a gostar. Ney Matogrosso é um sujeito esquisito, assim à primeira vista, mas tem canções deliciosas. Em uma delas, o refrão ”Se ficar o bicho pega/se fugir o bicho come” lembra-me a realidade em que vivemos. Seja como fôr, estamos tramados. Já com Roberto Carlos é difícil escolher. “Emoções” (... “mas eu estou aqui/vivendo este momento lindo...”) é um clássico. “As baleias”, uma poesia ecológica belíssima: “Seus netos vão lhe perguntar em poucos anos pelas baleias que cruzavam oceanos...”. Não é que eu seja uma ecologista de andar às turras com o restante universo. É como com a Europa: há coisas que sim e outras que não. Impedir a construção de infra-estruturas que beneficiam o bem comum dos actuais viventes em prol de antiguidades, mesmo pré-históricas, às vezes calha-me mal. Como agora, com os eco-chatos a querer barrar a barragem (passe a redundância) do Alto Tâmega à conta de um nicho de mexilhões “cavernícolas” só não me dá vontade de rir porque não sei se é antes de chorar... Voltando aos brasileiros: aviso desde já que vou começar a dar erros de ortografia. Facto nunca será para mim fato; convicção jamais será convição, e por aí adiante. No tempo em que nasci fui registada como Luíza, é verdade. Hoje sou Luísa. mas isso foi em tempos em que ainda tenrinha se aceitavam estas modificações como naturais e, aliás, sempre preferi a segunda grafia. No Brasil ainda hoje predominam os “zês” para os nomes próprios. É lá com eles e bom proveito. Também não vou começar a empregar gerúndios constantemente, porque nem tudo se passa numa acção de continuídade. Por cá, até que começa a passar-se, mas isso são, como se diz, outros quinhentos... Sou fã dos programas da National Geographia, muito principalmente dos que à história dizem respeito. A arqueologia já na faculdade era uma das minhas matérias favoritas: sempre tive muito mais curiosidade pelo passado que pelo futuro. Aqui há tempos o programa “dissecava” a teoria de que os nossos antepassados de há milhões de anos teriam sido habitantes de outros planetas. Extra-Terrestres. Viajantes dos Ovnis. Teoria em que não acredito, nem deixo de acreditar: passa-me ao lado. Já bastam as preocupações dos terrestres, quanto mais! O que tenho é uma imaginação fértil: das teorias que estava a seguir à Alemanha muito palpável de hoje, “extra-terrestres” da União Europeia, quanto mais não seja economicamente. Será que estaremos destinados a vir a ser um seu protectorado?!
1586 vezes lido
|