A 19 de Janeiro de 1919, Paiva Couceiro, a quem se ficaram a dever outras insurreições para restaurar o regime monárquico, proclamou a Monarquia no Porto. Na chefia da Junta Governativa do Reino, repôs a Carta Constitucional e substituiu os símbolos republicanos, o Hino Nacional A Portuguesa, a Bandeira, a moeda, a Guarda Nacional Republicana, que passou a denominar-se Guarda Real. No norte, com excepção de Chaves, a sublevação couceirista alastrara por Viana, Braga, Guimarães, Vila Real, Bragança, Lamego e Viseu. A 23 de Janeiro, Ovar caiu às mãos da coluna monárquica comandada por Corte Real Machado e, a 24, essa mesma coluna ocupou a vila de Estarreja, onde hasteou a bandeira azul e branca. A linha do Vouga iria servir de tampão ao avanço de Paiva Couceiro, impedindo a junção das suas forças aos revoltosos do sul do país. Em Lisboa, os revoltosos de Aires de Ornelas foram subjugados em Monsanto a 24 de Janeiro, mas foi a 27 de Janeiro, ao travar-se no alto das Barreiras a aventura restauracionista, que se deu a viragem decisiva, passando a iniciativa a pertencer, desde então, às forças leais à República.
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