header Incio | Pgina inicial | Adicionar aos favoritos |
Pesquisar Jornal   Pesquisa Avanada »
Seces
Arquivo
2 3 4 5 6 Sab Dom
12345
6789101112
13141516171819
20212223242526
27282930

Notcias no seu Email
Subscrever Newsletter

Votao: Férias
Onde pensa passar férias em 2014?
Portugal
Estrangeiro
Não vou tirar férias
Resultados de votao | Votaes antigas


email Recomendar a um amigo | print Imprimir |

A Câmara Municipal no mercado da venda de ilusões

por Redacção Soberania em Janeiro 13,2010

image
O presidente da Câmara, seguindo o exemplo da nomenclatura nacional, utilizou o melhor “power point” disponível e, mediante apresentação exemplar, enunciou as obras, os prazos (início e fim de cada uma), os montantes totais e os valores comparticipados, ou a comparticipar.
Quem se vincula antecipadamente com prazos e montantes de obras a realizar não poderá, depois, invocar a falta de receita, transferindo para terceiros o ónus de uma “responsabilidade política” por um eventual fracasso que é própria !
Regista-se  a determinação em cumprir os compromissos assumidos. Tudo somado, temos milhões de euros destinados a pôr “Águeda no mapa”,  como tem sido expressão recorrente.
Como a Europa definha no mapa económico global e de Portugal só se avista, do alto do seu imenso mar, a hipoteca definitiva ante o cancerígeno endividamento perante o exterior, devemos todos preparar a melhor lupa para não perder pitada da localização do nosso concelho no mapa-mundi, até ao anunciado ano de 2013!
Ao mesmo tempo, da ANMP chegam ecos de preocupação sobre os orçamentos municipais em preparação que, face aos critérios de “população” da Lei das Finanças Locais e à inexistência de receitas do QREN e, num quadro de recessão económica em que há menos receita fiscal, seguramente terão menos despesa de investimento físico em infraestruturas (arruamentos, pavilhões, centros cívicos, etc…).
Foi neste quadro nada prometedor que foram apresentados, na Assembleia Municipal, os aludidos projectos - com comparticipação comunitária garantida, ou a candidatar.
Por entre os bocejos de cansaço e esgares de dúvida cautelar dos agora “deputados municipais”, madrugada fora, face ao anúncio do aumento de capacidade do nosso aeródromo do Casarão - que poderá adquirir importância regional e /ou até nacional! - veio-nos à memória o momento em que o Primeiro-Ministro de Portugal fez o anúncio do aeroporto na Ota, coreografado com filmes de aviõezinhos a sobrevoar o território e, depois, como sabe, nem aviões, nem aeroporto! Tudo não passara de estratégia de propaganda - no caso, trabalhada através de empresas de comunicação que hoje são líderes no mercado da venda de ilusões.
Espera-se que, em Águeda, não estejamos perante mais um embuste deste género!
E aparentemente não estamos, se acreditarmos nas palavras “determinadas” de quem anunciou a boa nova!
Nesta apresentação de projectos, alguns municipais, outros inter-municipais (Polis da Ria), o senhor presidente da Câmara e o executivo assumiram publicamente um compromisso claro perante os eleitores - o de candidatar o maior número possível de obras (infraestruturas), após um primeiro mandato de “organização” administrativa que tem dado prémios à Câmara.
Vamos, por isso, acreditar que Águeda vai vencer os desafios do futuro ! Estaremos atentos e vigilantes, porque os superiores intereses do concelho assim o exigem.  Sim, porque do passado, como temos dito e concluído, não reza a história.
Desde o anúncio da conclusão dos parques empresariais (da Giesteira Norte e do  Casarão), respectivamente, em 2011 e 2014, até às parcerias internacionais, com comparticipações garantidas, com a participação de entidades associativas locais -  como a ABIMOTA, ESTGA, AEA, AIDA - com a ligação a várias cidades europeias, permitindo o interface entre a universidade, as empresas e o sector público (UA, IEFP, CCDRC, etc.), e o acesso às novas TIC´s por parte da população rural do concelho (internet, e-governement), passando pela requalificação das margens sul e norte do Rio Águeda (cada margem com um milhão de euros de comparticipação garantida), e pela regeneração urbana – com a requalificaão do pavilhão do GICA, a conclusão da rede ciclável da cidade, do Jardim Conde Sucena, da Viela do Adro e da Avenida Eugénio Ribeiro, para enquadrar urbanisticamente a nova escola Marques Castilho, o que faltará anunciar?
E o hospital novo? E o Centro Coordenador de Transportes? E o metro de superfície? E o investimento nas freguesias? E a manutenção dos equipamentos já existentes? Parece tratar-se de matérias que não entram nas preocupações da nossa autarquia, a não ser em períodos eleitorais!
Apesar da bondade do anúncio dos projectos e da “intenção estratégica”
de curto e médio prazo que encerram,
duvida-se da sua calendarização !
Lamenta-se também que, apesar de alegadamente alguns projectos terem estado em discussão pública, não terem sido préviamente trabalhados com a oposição, designadamente discutidos em sede de Comissões da Assembleia Municipal, em nome da tão apregoada transparência e da partilha de concepções sobre o desenvolvimento do concelho.
Há projectos que, como referia o Manuel Antunes de Almeida, “não passam de excelentes ideias”!  O que se saúda, também, porque um executivo sem ideias é como um navio sem leme. Todavia, resta-nos esperar que o “capitão” não naufrague perante a tormenta e não nos venda gato por lebre nas águas turvas desse mercado mais ingrato em política -  que é o mercado da venda de ilusões!
Bom ano de 2010 para todos.

* Membro da Assembleia
Municipal de Águeda

1217 vezes lido

Gostou deste artigo?

1 2 3 4 5 (total 0 votos)
Os artigos mais lidos
Os artigos mais divulgados