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A Assembleia da água

por José Neves em Julho 15,2009

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A Assembleia Municipal de Águeda, na etapa final do seu mandato, deliberou entregar à SIMRIA (Sistema Municipal de Saneamento da Ria de Aveiro) e à AdP - Águas de Portugal os seus recursos hídricos por um prazo de 50 (cinquenta) anos.
Em troca, essas empresas de capital maioritariamente público prometem resolver os problemas de abastecimento de água e saneamento do concelho, pagarão as obras aos empreiteiros e passarão a receber o valor das facturas - que se prevêem ser seriamente agravadas, dado o custo dos investimentos a realizar
No fim desta concessão de meio século, o concelho, e quem nessa altura o representar, receberão as infra-estruturas, o negócio da água e captações.Com uma rede deficitária de abastecimento de água e lacunas sérias na área de saneamento - há freguesias sem um metro de rede domiciliária... - os sucessivos executivos municipais não lhes prestaram a devida atenção, adiaram a elaboração de estudos e projectos e comprometeram, negligentemente, os recursos financeiros que a Comunidade Europeia colocou, ao longo do tempo, à disposição dos Estados-membros.
     A integração dos Serviços Municipalizados na Câmara de Águeda, decidida pela política socialista entretanto chegada ao poder, parecia, na altura, querer dizer que havia uma intenção de profundamente intervir com meios próprios, realizando obras por administração directa, sem estar sempre dependente de concursos públicos.
Abandonada essa opção, agora e em definitivo, a Assembleia Municipal assinou a certidão de óbito dos Serviços Municipalizados e a autarquia segue uma via de estrutura de serviços, parceira de múltiplos protocolos, públicos e privados, e administrando os cheques para as Juntas de Freguesia e os kits às colectividades.
Durante estes quatro anos, a Assembleia Municipal de Águeda não conseguiu encontrar o concelho, não soube construir um discurso de urbanidade e desenvolvimento. Não teve tempo para estudar um assunto, encontrar uma solução, criar uma unanimidade.
Na água e saneamento, não fugiu à regra: em cima do joelho, e sem alternativa à Águas de Portugal (AdP), aprovou, sem condições, a sua proposta.
O PS, na campanha eleitoral que se avizinha, irá dizer que foi a sua Câmara Municipal que resolveu o problema. O PSD, ao abster-se e não inviabilizando a solução, apregoará, por sua vez, isso mesmo.
Os munícipes, esses, já sabem que, por via desta política inquinada, a sua água lhes vai sair cada vez mais cara.
Pobre política, pobre vida, Beatriz!
n JNS

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