União Europeia 2020, devagar que temos pressa!
Em tempo de crise, que toda a gente sabe quando começa mas que é difícil saber quando acaba, espera-se do Poder Local uma acção visível e consequente na concretização de obras e projectos que criam o desenvolvimento, animam a alma concelhia e provam que a Democracia está viva e se recomenda. Águeda é um concelho com História, de gente empreendedora, solidária na obra colectiva, que abre a sua porta e é capaz de se juntar ao rebate da chamada, unindo forças, rasgando o caminho, dando o exemplo. Mas o Poder Local não é uma coisa abstracta. Tem os seus órgãos próprios, executivos e deliberativos e cabe-lhes a responsabilidade de não defraudar a Comunidade, arrastando a sua acção política em pantanosas trajectórias, arruinando soluções e comprometendo o futuro. Tem Águeda em carteira uma série de projectos no âmbito do QREN, já anunciados em Assembleia Municipal, aprovados pelo Governo e com financiamento comunitário garantido. O mesmo se passa com a água e saneamento e a carta educativa, agora bonificada em 80%. Neste quadro em que se movimenta a política concelhia, espera-se da Câmara Municipal que não perca mais tempo com teorias e assuma a sua obrigação de ser o motor do desenvolvimento da autarquia. Mas para que tal aconteça, a Câmara de Águeda precisa de paz e que quem a integra abandone a linha inquisitorial que a vem minando há vários anos, num estendal de roup pouco recomendado a quem quer fazer obra, deixar atalhos e seguir em frente. O QREN acaba em 2013. A estratégia de Lisboa que lhe está subjacente vai dar lugar à EU-2020, já apresentada em Bruxelas e que procura realinhar políticas, corrigir procedimentos e melhor adaptar a política europeia aos patamares de cada Estado membro. Cabe à Europa e a quem a dirige ir e estar à frente. Águeda e o seu Poder Local têm a obrigação de saber pedalar. Capital das bicicletas e dos campeões de motocross, seria uma vergonha esta gente que nos governa precisar de carro vassoura. Não é, Beatriz? n JNS
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