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Estratégia: A nascente do Vale da Cabra

por José Neves em Janeiro 18,2012

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O PS e o PSD quando, em Julho de 2009 e em antevésperas das eleições autárquicas, aprovaram em Assembleia Municipal de Águeda a entrega, por 50 anos, à AdRA (Águas da Região de Aveiro) da captação, exploração e distribuição da água e saneamento, a política local estava a afastar-se do compromisso histórico assumido junto da sua população: o de tudo fazer para acompanhar a qualidade de vida dos munícipes, melhorando as condições do seu dia a dia e dando resposta até à antevisão de tempos difíceis que chegaram, implacavelmente, meses depois.
O preço da água e do saneamento subiram pela terceira vez, em dois anos. A AdRA quer agora mais 41%, já a partir de Janeiro, mesmo que não sejam visíveis no terreno obras de vulto, no quadro das infraestruturas a que a empresa intermunicipal está obrigada.
Neste caminho de afastamento da política local e da sua Câmara Municipal face aos municipes, de pouco servem as reclamações, que muitos fazem, naquele serviço de cobranças, estrategicamente localizado fora das instalações camarárias,  e muito menos são atendidas chamadas para o call-center da sede em Aveiro.
A Águas de Portugal e a sua associada AdRA estão agora, e mais uma vez, preocupadas com o esqueleto dos organigramas, as figuras das novas administrações e ligações partidárias: lá vai estar gente do PSD e CDS, na proporção do actual governo - infelizmente seguindo a prática de Sócrates e do PS em executivos anteriores e continuando a ser terreno fácil para ex-autarcas, por esse país fora, se aposentarem em empresas municipais do sector com reformas milionárias.
A Águas de Portugal tem, à data de hoje, um passivo de 3000 milhões de euros, incluindo um débito das Câmaras
Municipais de 500 milhões.
É neste buraco que o concelho de Águeda caiu, sem que, até hoje, se ouvisse uma voz, do PS ou do PSD, por que é que, em vésperas das eleições autárquicas, entregaram o “ouro ao bandido”.
Sem ofensa, uma água cara é sinal de uma política em saldo.
Na nascente do Vale da Cabra, no Lázaro (em Agadão), Faustino está
preocupado se lá chegar o contador
da AdRA, neste início do ano. Vai migrar para Mortágua. Lá, ao menos, vê o sol nascer mais cedo.
Beatriz agasalha-te, que a Primavera já vem aí! n JNS

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