A Europa de S. Tomé
Até Outubro, o país vai estar mergulhado em eleições: Europa agora, legislativas e autárquicas depois. Sendo previsível que a abstenção ganhe neste domingo, 7 de Junho, isso não significa que o poder local e as forças políticas que nele se movimentam lhe não devam prestar cada vez mais atenção: pelos fundos comunitários de que podem beneficiar, na aprendizagem e contributo a dar á discussão política da nova Europa, na defesa e afirmação das regiões enquanto modelos de coesão, desenvolvimento e solidariedade. Pilares dessa Comunidade em construção, também no plano político, os municípios e os órgãos do poder local assumem um papel central na elaboração e concretização de programas e projectos que aproximem, sem perda de tempo, a periferia da cidade europeia, materializando a distribuição legítima dos recursos, eliminando assimetrias e rasgando os caminhos, subjacentes ao sonho dos pioneiros de uma outra geografia social para o velho continente. É assim este o novo tempo político, que exige dos autarcas a sua necessária requalificação, eliminando excessos de vínculos partidários ou de grupo, uma visão actualizada do que se passa à sua volta e uma prática de saber cultivar laços sérios de cooperação com todos os que intervêm na vida da comunidade. Nestes três anos, Águeda não esteve no mapa das obras comunitárias: foi residual (dois por cento) a contribuição de Bruxelas para a fraca actividade da Câmara nessa área e os projectos propagandeados para o futuro, nos 20.000 exemplares, do último Boletim Municipal do Executivo socialista, podem legitimamente entrar na dúvida de S. Tomé, não absolvendo nas eleições de Outubro próximo quem se afastou perigosamente de uma Europa, aqui mesmo ao lado. Não é, Beatriz?
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