As eleições que aí vêm!
Aponta o calendário político que 2009 é ano de o país ir a votos: eleições europeias em Junho, legislativas mais à frente e autárquicas no fim do ano. A campanha eleitoral que se avizinha, e no que a Águeda e ao poder local diz respeito, não mereceu, na nossa terra, desde 2005, um interregno de paz partidária PS/PSD que concentrasse a autarquia no muito que há a fazer nas suas 20 freguesias, dando execução a um plano estratégico de desenvolvimento que fosse ao encontro das necessidades e anseios da população. Ao decidir ficar sozinho na Câmara, o PS afastou-se das condições que lhe permitiriam aprofundar e levar por diante o seu programa eleitoral, fragilizou a actividade política autárquica e afastou-se da trajectória de construção de uma dinâmica concelhia que projectasse, no palco da ribalta regional, a coesão da sua gente, a força do seu trabalho, a história da uma geração. Trajectória de uma política nova, mais plural e abrangente dos cidadãos, que rompesse com os 29 anos de governação autárquica laranja, não cedendo à tentação dos mesmos vícios: na atribuição do emprego, no despacho do projecto, na homenagem por conveniência. Uma dinâmica que envolvesse as forças políticas num esforço comum de concretizar obras essenciais para a população: a água ao domicílio, o saneamento, a rede viária, a carta educativa… Águeda precisa de uma nova política: menos panfletária e menos arrogante, mais humilde e mais solidária. Que não caia na tentação do permanente auto-elogio, quando se está no poder, ou no deitar abaixo, porque se está na oposição. Uma política que extirpe o caciquismo, promova dentro de casa um aberto debate sobre os caminhos do futuro e não entregue, às visitas do costume do salão nobre, o nosso destino colectivo. As eleições estão à porta. Vamos ver se, no verbo e no modo, alguma coisa muda ou se tudo continua como dantes. Mas o quartel-general não é em Abrantes, Beatriz? n JNS
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