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É COMPLICADO VIVER NESTE MUNDO… SEM VALORES

por ARMANDO ROCHA em Maro 04,2009

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1. A falta de palavra: Terminei, finalmente, um trabalho de investigação sobre os nomes das pessoas que foram saneadas pós 25 de Abril, designadamente no campo do funcionalismo público, já que a larga maioria delas foi registada no Diário do Governo, hoje Diário da República.
Vários amigos, com quem ia falando a esse respeito, acharam que a publicação desse livrinho teria interesse “histórico” e levaram-me a encarar a procura de um editor.
Aproveitando o oferecimento de um jornalista amigo, entrei em contacto com uma responsável por uma conhecida editora que se mostrou “interessada” em dar andamento à ideia. E apresentei-lhe o texto, em original, para ela se poder pronunciar definitivamente.
Acabou por me dizer que pretendia que o trabalho não era suficiente para dar um livro “grosso” - não foi nunca essa a minha intenção - e ficámos de falar de novo sobre o assunto…o que não veio a suceder.
Assim, tenho pedido a devolução do original do texto, desde Novembro passado… Telefonemas e e-mails sucessivos não tiveram êxito… até hoje. E eu pergunto-me: o que se passa na cabeça de pessoa conhecida na praça pública e política para ter este tipo de comportamento?
Tristemente digo que não encontro explicação…
2. As notícias financeiras: Nos últimos tempos, é raro o dia que não traga à baila a grave crise que abalou e abala o mundo financeiro pondo de rastos nomes “grandes” desse mundo. Mas, afinal, eles só eram grandes nas vigarices que praticaram ao longo de anos, sem que houvesse uma supervisão que supervisionasse e não estivesse, em vez disso, sentada nas poltronas, entretida em congeminações à espera do fim do mês para receber chorudos salários, e à espera do fim do ano para encaixarem mais os prémios escandalosos que têm vindo a ser anunciados. A especulação financeira medrou de que maneira perante a complacência de quem a devia ter combatido.
E em Portugal essa maré negra também assentou arraiais, com figuras públicas a arrastarem-se em inquéritos que chegaram tarde e, tenho dúvidas, de que alguma vez cheguem ao fim, dada a morosidade da justiça portuguesa. E mais, quando, normalmente, chegam ao fim os alegados crimes já estão prescritos… Não tem sido um, nem dois…
Custa-me ouvir pôr no mesmo saco os banqueiros que ajudaram a tantas fraudes e os verdadeiros empresários que criam riqueza e postos de trabalho… E os ditos supervisores a assobiarem para o lado…
Em especial na América já alguns caíram em desgraça e de que maneira. Aqui, prende-se um e…aguarda-se que melhores dias cheguem…
3. A corrupção e o desemprego: Por cá, os órgãos de informação vão alimentando o “povo” com os folhetins dos bancos, da corrupção e do desemprego galopante que, a par de uma classe que continua a viver à tripa forra, leva os mais desprotegidos para a miséria, que se não combate certamente com as importações que o TGV irá implicar, ainda que não seja para já… Mas, atenção, o amanhã está aí à espreita.
Torna-se difícil de compreender que casos de corrupção, provada em Tribunal, sejam castigados com multas de uns milhares de euros… Como assim? Dizem que é da lei… Se as leis são mal feitas, mudem-nas. A falta de qualidade dos fazedores de leis, hoje em dia, é notória, a avaliar pelas consequências que, de muitas delas resultam.
O excesso de garantismo de que a democracia portuguesa se orgulha leva a situações que só a desprestigiam. Até quando?
4. Esperança: Até parece que Portugal está a atravessar o Cabo das Tormentas. Tal como os navegadores de antanho o fizeram, também nós agora temos de confiar nas capacidades do povo, cuja energia não tem limites, para dar a volta à situação como se verifica em alguns sectores de actividade reconhecida até internacionalmente.
A classe política, que tem especial responsabilidade na actual situação, por falta de qualidade, tem de ser substituída por outra de jovens pragmáticos e bem qualificados. E não em carreiristas políticos que nunca trabalharam para ganhar a vida honestamente! E quanto antes! n AR


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