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Regional: Auto-estrada para Aveiro questionada pela Quercus

por Redacção Soberania em Dezembro 31,2008

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O  Núcleo Regional de Aveiro da QUERCUS questionou o traçado da auto-estrada entre Águeda a Aveiro. Considera que não deve ser em perfil de AE e apenas entre o atravessamento da A17, na Oliveirinha, para Águeda.
 
“O projecto mostra como é notória, em termos de mobilidade, a apetência de Portugal para a construção de rodovias. Não colocando em causa a necessidade de uma nova ligação rodoviária rápida, cómoda e segura, é questionável que tenha que ser em perfil de auto-estrada  e prioritária em relação à possibilidade de requalificar a linha ferroviária existente”, considera a QUERCUS.

E o transporte ferroviário?

 O Núcleo de Aveiro faz igualmente notar que “um meio de transporte ferroviário também rápido e cómodo (e muito mais seguro), ao contrário do que actualmente é disponibilizado, cativaria muito mais passageiros, aliviando as vias rodoviárias entre Aveiro e Águeda (EN 230), na medida em que serviria aglomerados com elevadas deslocações pendulares, como sejam Santa Joana, Azurva, Eixo, Eirol, Travassô e Águeda”.
Esta transferência modal, per si, diz a QUERCUS, “coloca desde logo em causa a necessidade de uma ligação rodoviária em perfil de auto-estrada”. Tal, sublinha a associação ambiental, “seria muito facilmente comprovado através da realização de um estudo de tráfego que contemplasse a ferrovia em paralelo com a rodovia”.
 “Regista-se assim, mais uma vez, total falta de estratégia, em termos do que deve ser mobilidade sustentável a nível regional”, sublinha a QUERCUS, frisando que “quanto ao projecto do eixo rodoviário em avaliação, este introduz impactes negativos muito significativos no território, no atravessamento de Santa Joana”.
“Será destruído o único corredor com funções ecológicas da área, sobrepondo-se a uma linha de água que desagua no canal central da ria e a uma extensa área agrícola, diz a QUERCUS, sublinhando que “será irremediavelmente afectada a componente hidrológica (superficial e subterrânea) e ocorrerá incremento muito significativo dos níveis de ruído que afectarão a população”.

Não à auto-estrada
 
 Os objectivos deste eixo rodoviário em perfil de auto--estrada (AE) podem ser, segundo a QUERCUS, “perfeitamente alcançados através de uma via sem ser em perfil de AE, que se iniciaria sensivelmente no travessamento da A17, próximo de Oliveirinha, do actual projecto, para a Águeda”.
 A ligação ficaria garantida através dessa via, com ligação à A17 (na Oliveirinha), e pela A25, “evitando-se os impactes negativos muito significativos na zona de Santa Joana, Parque de Feiras e Forca”, considerou a QUERCUS.


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