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O ano 2008 chega ao fim e, se olharmos para trás minimanente atentos, não deixaremos de perceber, e sentir, que é um ano para... esquecer. Pelo que por cá (não) se passou e pelo que no mundo se viu. 1 - Águeda não mudou muito, embora muitas promessas continuem avulsas, no bornal de sonhos com que nos vão prometendo os mundos e os fundos que farão o futuro. Exagero meu? Não creio. Basta que cada um dos que têm competências sobre as decisões do interesse público reflicta serenamente. Os problemas de ontem, são os problemas de hoje. Pouco diferentes são. 2 - Alguma coisa mudou, é verdade! Para uns, para melhor. Pior, para outros. Não adianta grande coisa entrar em pormenores do que foi a coisa pública de Águeda neste 2008 que hoje se fecha. Posições e oposições, sempre terão as suas razões - como se tem visto, em letras de imprensa, em declarações públicas ou em afirmações no areópago maior da democracia aguedense: a Assembleia Municipal. 3 - Uns porque, orfãos de um poder exercido em muitos anos, não se adaptaram, ainda, ao efeito da vontade do eleitorado que os derrotou nas urnas, em 2005. Outros, porque, três anos depois, ainda não se habituaram a ser poder e justificam algumas inabilidades com os 29 anos de poder de outros. 4 - É por estas e por outras que Águeda, que já foi o país, muitas vezes se deixa “morrer nas cascas” e perde para quem olha o interesse público para além das suas fronteiras partidárias. E não faz tanta propaganda panfletária sobre tanta coisa pouca. Antes, age! 5 - O 2009 que vai nascer será ano de promessas e gratuitidades. Não tenhamos ilusões. Vamos esperar, no entanto, que amadureçam as ideias de quem decide e Águeda possa dizer “olá” ao futuro com o (mais) algum capital de esperança, esperança que o tempo tem diluído. 6 - SP entra amanhã, dia 1 de Janeiro, no 131º. ano de publicação. Só um grande projecto, com grandes homens e mulheres, resistiria tanto tempo e tão certo do seu futuro! n CV
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