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Rio é Vida!

por António Silva em Agosto 20,2008

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Desde o conhecimento do planeta terra, que os rios fazem parte de vida e da história do homem.
Não é por acaso que as grandes metrópoles nasceram e se desenvolveram tendo sempre um rio como elemento essencial da sua existência.
O rio foi, desde os primórdios dos tempos, via de comunicação e aproximação entre povos, fonte de alimento da humanidade e berço de civilizações.
Só depois é que surgiram os caminhos-de-ferro, as auto-estradas e os aviões, motivando que algumas populações reduzissem a importância do rio à captação de água para a rega dos campos.
Os anos foram passando e as populações foram-se esquecendo que têm um rio que é fonte de vida e cartão de visitas de uma comunidade.
O nostálgico poeta cantou as sachadeiras, porque havia rio. Cantou as lavadeiras e o Cais das Laranjeiras, porque havia rio e, talvez só ele, no devaneio da sua apurada sensibilidade, percebesse o mal que os homens faziam ao seu rio.
Um rio que corria sereno num tempo e mais alvoroçado noutro, galgando todos os obstáculos e botaréus até beijar com doçura os pés daqueles que tão mal o tratavam.
Adormecido, de quando em vez despertava enraivecido pelos maus-tratos, arrastando consigo as memórias de uma civilização (?) que o conspurcara, deixando o seu leito infestado de morte...
Mas eis que despertaram as consciências dos responsáveis autárquicos, dispostos a salvar o nosso rio e a fazer dele o ex-libris de um município.
Pouco depois do muro ter cedido, em Outubro de 2005, logo se levantaram as vozes dos entendidos (?) em protesto pela demora na reparação.
Felizmente que, quem de direito, não quis, tão só, proceder à reposição do que a fúria das águas tinha estragado, traçando uma aposta mais ousada...
Hoje, ao observarmos a obra (praticamente concluída), começamos a perceber que é fundamental esperar para avaliar com serenidade...
O que já existe começa a conferir dignidade ao local onde, antigamente, corria um minúsculo regato entre areias e que é, agora, um espelho de água que enobrece a cidade.
Oxalá haja vontade, tempo e dinheiro para concluir o projecto complementar!
E será importante que os proprietários dos silvados e dos prédios degradados que abundam por aí - até nas imediações do nosso rio - encontrem neste exemplo da autarquia o lenitivo para dar a um novo rumo a Águeda, mais consentâneo com o município do século XXI que todos queremos.
 


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