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Há coisas com as quais não engraço e uma delas tem a ver com siglas e a forma abusiva - digo eu... - como, no dia a dia, são usadas por nada, como se a palavra deixasse de ter importância e tivessemos todos de falar em... código. 1 - O leitor sabe o que foi o PIDDAC, sabe o que é o PRACE, o FEDER, a CCDR-C? E o QCA? E sabe o que é o QREN?! Pois são siglas que tiveram, e têm, a ver muito connosco. O QREN é, traduzido por miúdos, o Quadro de Referência Estratégico Nacional. Mais ao nosso modo de falar Português e provinciano: uma entidade que, lá pelas Lisboas da nossa vida, “dá” dinheiro para a malta. Dinheirinho em euros contados, vindos da Europa que nos coloniza. O QREN substituiu o QCA, com o mesmo objectivo e outra gente. Gente, certamente, de decisão e competências muito sensibilizadas para as causas públicas - as do desenvolvimento local, regional e nacional. 2 - Vai daí, “morto” o QCA, pôs-se o QREN no altar de todas as esperanças de hoje e para o futuro - o futuro (que é já amanhã) das autarquias, das instituições e das empresas. O QREN, em linguagem popular, significa(va) dinheiro vivo, para apoiar projectos. Muitos e de vária ordem. Que viessem eles, os projectos, as candidaturas e as aprovações. 3 - Águeda, através dos seus esperançados e convictos homens de gestão, candidatou-se como pôde e da primeira fornada saíram sete candidaturas aprovadas: um pouco mais de 1,7 milhões de euros. O que é coisa pouca para tanto futuro, dando pouco mais que para mandar cantar um cego. Falta saber a razão dos “chumbos” e/ou a da não apresentação de candidaturas convincentes. Mas isso nunca iremos saber. O que sabemos é que é bastante, já, a verborreia prometedora que, como a chuva miúda, anda a enganar os “tolos”! 4 - Aguada de Cima é vila há onze anos e fez a festa com o seu povo. Mais que ser vila - seria o menos!... - , é freguesia desenvolvida e sempre desafiadora e confiante no futuro, industrialmente ambiciosa e afirmada, associativamente desenvolvida. Palmas! 5 - A Associação Cultural dos Surdos de Águeda organizou o segundo Encontro Nacional de Surdos. Já organizara o primeiro, com créditos que mereceram justificados elogios. A associação não anda por aí de pescoço levantado e ufana, a pavonear obra planificada. Cria e faz. Que belo exemplo! - CV
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