E agora, Zé?!
Sócrates esqueceu-se de bater com os nós dos dedos na madeira antes de soltar aquele triunfante “porreiro, pá!”, aquando do não menos triunfante Tratado de Lisboa. Saiu-lhe a fava, em forma de Irlanda. Aqui para nós: os irlandeses expressaram nas urnas o que muitos mais países da União não tiveram oportunidade de dizer: que não gostam da cada vez maior regulamentação interventiva da mamã Europa em casa de cada um dos “filhos”… (Napoleão, Carlos Magno, Hitler, tentaram o mesmo e não lhes saiu lá muito bem…). De mais a mais o catarpácio da Constituição Europeia, maquilhada de novo, deve ser tão clara e evidente para a maioria dos contemplados, como problemas de física quântica para o comum dos mortais. Foi imprudente não se ter pensado pôr no documento uma cláusula sobre proibição de referendos… Não há nada como tudo ao molho e fé em Deus. Como comentou Cavaco Silva, os irlandeses que se desembrulhem! Eu não acho tão simples assim. Palpita-me que, antes do desembrulho, vão os “rebeldes” ter de referendar as vezes que sejam precisas até que saia um sim. Não é que não haja antecedentes… Onde estava o Estado durante este último “lock-out” dos donos da camionagem? No mesmo sítio em que esteve durante o Verão de 75?… os camionistas tiveram o país na mão durante cerca de dois dias e meio e vá lá que se contentaram, ao que parece, com uma coisa bizarra chamada “congelamento de impostos “. Foi só? Sócrates encontrou consolação para os vários berbicachos que lhe têm caído em cima, ao inaugurar em Tábua uma fábrica de divãs. Foi vê-lo proclamar, orgulhosamente, ter sido o único governante, depois de D. Carlos I, a ter visitado aquela simpática terra. Não há nada como saber de de História!.
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